23 de agosto de 2014

Livro Zéfiro

A autora, Mabel Teles, falou sobre a experiência na escrita do seu novo livro, que extrapola o conceito convencional de biografia


Editor: Eliane de Pinho

Zefiro

 

Sobre a autora:

Mabel Teles é formada em Comunicação Social, mestre em Administração de Empresas. Pesquisadora-voluntária da Conscienciologia desde 1993. Autora do livro Profilaxia das Manipulações Conscienciais e voluntária da Uniescon.   

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Sobre o livro:

A obra extrapola o conceito convencional de biografia, expandindo-o de modo inédito. A abordagem não apresenta apenas traços distintivos do pesquisador Waldo Vieira, personalidade ativa no cenário intelectual deste Século XXI, mas inclui e analisa sua trajetória evolutiva considerando retrovidas (vidas pretéritas) e períodos intermissivos (entrevidas), chegando assim, além desta vida humana, à consciência Zéfiro, epíteto que o identifica nas dimensões extrafísicas desde a Antiguidade.

Resultado de aprofundadas entrevistas e pesquisas para-historiográficas, tem por principal fonte de dados as consolidadas retrocognições do próprio Vieira e inaugura o gênero das holobiografias ou biografias multiexistenciais.

 

 

Entrevista

1. Como foi seu acesso às ideias da Conscienciologia? Algum conceito ou experiência lhe chamou mais atenção naquele momento?

Mabel Teles: Desde a adolescência, tenho interesse por assuntos relacionados ao parapsiquismo. Passei a juventude buscando escolas ou linhas de conhecimento que pudessem me esclarecer sobre este tema. Até que alguns amigos me indicaram o IIP (antigo Instituto Internacional de Projeciologia, hoje IIPC), em 1993, em São Paulo. Desde então tornei-me voluntária, docente e pesquisadora.

2. O início de suas atividades no voluntariado foi no IIPC? Como foi a experiência e os desafios daquela época?

Mabel Teles: Penso que um dos maiores desafios era o número ainda restrito de voluntários-docentes. Éramos poucos para atender a muitos. A infraestrutura também era precária. Hoje as condições mudaram. Vivemos na era da fartura conscienciológica. Há dezenas de ICs e pre’-ICs e cerca de 1.700 voluntários em todo o planeta.

3 Você já residiu um período na Espanha e Estados Unidos, colaborando com a expansão da Conscienciologia no continente europeu e América do Norte. Quais foram os aprendizados fora do País?

Mabel Teles: O voluntariado internacional lembra muito o início das atividades da Conscienciologia no Brasil, ou seja, poucos voluntários para atender a muitas consciências. Mas é uma experiência muito rica em termos de desenvolvimento da autossustentação energética e capacidade de assistir. Lá não tem a quem apelar, pois muitas vezes você é a única referência da Conscienciologia no local. Isso gera, naturalmente, crise de crescimento nos voluntários atuantes.

4. Você continua participando da Enciclopédia da Conscienciologia como responsável pela equipe de Etimologística? Como é esta atividade e seu interesse pela origem das palavras?

Mabel Teles: Comecei a trabalhar na área da Etimologia da Enciclopédia desde o primeiro verbete escrito pelo professor, com o título Abertismo Consciencial. Importa lembrar que eu sou da área da Comunicação. Tenho trabalhado com a Comunicação praticamente toda a minha vida, e a Etimologia é mais uma vertente desta realidade. Para trabalhar na Etimologia a pessoa tem que ter, obviamente, interesse pelos léxicos e pela pesquisa em dicionários. Se a pessoa for muito afobada ou tiver pouca paciência para fazer pesquisas em diferentes dicionários, não vai se sair bem nesta atividade. A Etimologia exige detalhismo e certa dose de exaustividade.

5. Em 2007, seu primeiro livro foi publicado pela Editares, o “Profilaxia das Manipulações Conscienciais”. Sua formação, sendo na área de Publicidade e Propaganda, influenciou na motivação para a escrita deste livro? Teria relação com o que observa nas mídias em geral ou é fruto de autopesquisas?

Mabel Teles: Sim, minha formação acadêmica pesou na escolha desta temática. O livro é fruto da análise da influência das mídias, de modo geral, mas sobretudo da auto e heteroconscienciometria, principalmente das pessoas com maior predisposição a serem manipuladoras e manipuladas. É bom lembrar que a manipulação é uma das bases do assédio interconsciencial.

Lançamento do Livro Zéfiro no Tertuliarium (Foto: Editares)

Lançamento do Livro Zéfiro no Círculo Mentalsomático no Tertuliarium  (Foto: Editares)

6. Na semana que passou ocorreu o lançamento do seu livro “Zéfiro: A Paraidentidade Intermissiva de Waldo Vieira”, no Tertuliarium. Como foi o processo de escrita, a seleção dos materiais pesquisados e a interação com a equipe extrafísica de amparadores relacionados à temática?

Mabel Teles: A escrita da obra foi fundamentada no conteúdo das entrevistas feitas com o Prof. Waldo sobre a temática. Ao todo foram 41 horas e 49 minutos de entrevistas. Os encontros eram quinzenais, às sextas-feiras, no Tertuliarium do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC), em Foz do Iguaçu, PR. Posteriormente, o conteúdo das gravações foi transcrito por equipe de voluntários conscienciológicos, permitindo o estudo pormenorizado do assunto e posterior elaboração do livro. Outros dados relativos a Zéfiro derivaram das tertúlias e minitertúlias ministradas por Vieira no CEAEC, e também de algumas escassas fontes bibliográficas, principalmente de cunho espírita.

Pesquisas historiográficas fundamentaram o contexto político-sociocultural das retrovidas do biografado. Os dados da presente existência foram agrupados a partir das entrevistas com o pesquisador e do acesso a alguns de seus documentos pessoais.

Da análise criteriosa do material reunido, escolhi os temas que considerei basilares para a compreensão do personagem-cobaia, levando em consideração 2 aspectos: (1) o objetivo de tornar nítido o protagonista, em meio ao turbilhão de experiências narradas, e (2) a consistência dos conteúdos retrocognitivos de Vieira, descartando as rememorações vagas e indefinidas. Daí nasceu a estrutura da obra.

Sessão de autógrafos no Hall do Tertuliarium (Foto: Editares)

Sessão de autógrafos no Hall do Tertuliarium no dia de lançamento do Livro Zéfiro (Foto: Editares)

7. Zéfiro é a indentidade intermissiva do Professor Waldo Vieira, ou seja, seu nome no extrafísico, entre uma vida e outra. Todos nós temos uma identidade assim ou isto é conquista de priorizações evolutivas e assistenciais? Poderia considerar-se sinônimo de Identidade Extra?

Mabel Teles: A paraidentidade intermissiva é fruto do trabalho da consciex autoconsciente, em favor dos outros, ao longo da evolução. O acúmulo de serviços policármicos aumenta a popularidade da consciência junto aos assistidos, gerando espontaneamente, entre estes, paranome ou para-apelido capaz de identificá-la. Daí nasce a paraidentidade intermissiva ou identidade extra. Logo, nem toda consciência porta identidade extra. Isso depende prioritariamente do saldo de sua Ficha Evolutiva Pessoal (FEP).

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8. Ao escrever o livro sobre Zéfiro e conviver no dia a dia com o professor Waldo Vieira (a mesma consciência) quais os trafores – traços-força, você identificou nele que mais impulsionaram seu processo evolutivo?

Mabel Teles: São vários os trafores identificados. Entre eles, destacam-se: autodeterminação, autoparapsiquismo interassistencial, auto-organização, autotransafetividade, autoimperturbabilidade, cosmoética, memória, entre outros. Eu busquei analisar estes atributos em capítulo específico do livro.

9. No livro, você aborda as personalidades consecutivas do professor Waldo Vieira e o início das Reurbexes – Reurbanizações Extrafísicas, aproximadamente no ano 1100. O que mais lhe chamou atenção em relação às personalidades estudadas e à participação consciente nas Reurbexes?

Mabel Teles: Penso que o que embasa o temperamento de Zéfiro e de outras consciências envolvidas com a reurbex é o senso ininterrupto de interassistencialidade policármica. O caminho evolutivo das consciências mais lúcidas está pautado nesta premissa.

10. Com a leitura deste livro, o que se pode descortinar ao leitor, principalmente se for intermissivista?

Mabel Teles: Algumas nuanças relativas aos bastidores dos Cursos Intermissivos e preparativos extrafísicos do grupo de consciências que no futuro, em próxima vida humana, iriam trabalhar na divulgação da Ciência Conscienciologia. Penso que estudar a trajetória de Zéfiro auxilia, de algum modo, a compreensão do itinerário evolutivo dos intermissivistas, de modo geral.

11. Você tem planos de itinerar, lançando seus livros em outros locais e interagir de modo mais direto com os leitores?

Mabel Teles: Sim. A primeira itinerância será na Bienal do Livro em São Paulo, em 23 de agosto de 2014.

12. Quais seus próximos planos em relação à escrita conscienciológica?

Mabel Teles: Ainda não tenho definido a temática da próxima obra. Mas penso escrever algo sobre Tarefa do Esclarecimento.

13. Quais são seus hábitos de leitura e escrita?

Mabel Teles: Quando estou trabalhando em algum livro, costumo escrever, pelo menos alguma coisa, diariamente. Eu não disponho de várias horas diárias para escrever, então uso os momentos vagos. A escrita diária ajuda o autorando a manter-se no holopensene do livro e a atrair consciexes amparadoras. Eu penso que a constância na escrita é fundamental para o completismo da obra. Quanto à leitura, depende da época e dos meus interesses na ocasião.

O livro pode ser adquirido no site da Editares.

* Entrevista cedida à Eliane de Pinho, no período de 10 de julho a 12 de agosto de 2014, para o Portal da Conscienciologia.


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