14 de outubro de 2015

Nova viagem internacional sobre a pesquisa da consciência

O voluntário e pesquisador Ulisses Schlosser irá para o Canadá para eventos científicos.


Editor: Vanessa Mancino

Você está indo para o Canadá para participar de uma conferência internacional sobre urbanização com a China e a África. Fale mais sobre esse evento.

É um evento promovido por uma seção das Nações Unidas que é a UN-HABITAT juntamente com a Universidade de Ottawa e que foi concebida por uma organização global que trabalha com a problemática da ética global. Essa organização chama-se AP-GC (Alternative Perspectives and Global Concerns) da qual recebi um convite devido ao interesse que os líderes criaram sobre os assuntos relacionados ao parapsiquismo e que tivemos a oportunidade de conversar. Esse convite foi feito para que pudéssemos falar de assuntos da Conscienciologia e de parafenômenos que possam contribuir nesse panorama da urbanização e do problema crítico de desenvolvimento humano na China e na África.

O que você irá apresentar nessa conferência?

Vou apresentar as perspectivas do paradigma consciencial para chegar no assunto da parareurbanologia. A centragem que eu vou procurar colocar é na consciência que pode ser reurbanizada na dimensão extrafísica com os efeitos decorrentes na dimensão intrafísica. Minha ideia é levar uma mensagem didática e esclarecida do Homo sapiens reurbanisatus. Resumindo: vou falar sobre consciência reurbanizada, a importância de fazer assistência e as reciclagens existenciais. Nesse evento estarão reunidos arquitetos, engenheiros, políticos e acadêmicos. Fui convidado para falar sobre consciência pois sabiam que esse era o enfoque do meu trabalho, ou seja, o convite foi consciente. Fui convidado pois conheceram o rascunho do dicionário que levei sobre parafenomenologia.

Você faz alguma correlação por se tratar da China e da África nesse evento?

Diversas correlações. Em maio, quando me preparava para o congresso da Finlândia já saí do Brasil no intuito de oferecer uma voz assistencial da Conscienciologia para o cenário global. Tive a oportunidade de discutir com o professor Waldo justamente sobre sair do Brasil com um material mais fundamentado e buscar articulações para oferecer assistência por meio da Conscienciologia e também o que nós aprendermos com essa experiência. Esse intuito para mim era claro quando saí do Brasil para a Finlândia, pois dessa primeira viagem, que resultou a atual, e que encontrei pessoas, líderes acadêmicos e universitários convergentes com essa finalidade. Tenho um segundo intuito que é com relação à pesquisa parapsíquica de retribuição para alguns amparadores e trabalhei diretamente, por exemplo, com Tao Mao em experimentos anteriormente. Quando fui para a Holanda, eu já fui pensando na perspectiva de encontrar ambiente para traduzir materiais e uma finalidade é chegar a universidades na China e traduzir nossas coisas para o chinês. Nesse evento vamos falar para um grande número de universidades chinesas e a repercussão não temos como dimensionar agora. Em relação a África, estou pedindo ajuda dos colegas da Intercons, as principais faculdades africanas também estão no Canadá, mas esse contato é bem novo.

Nessa viagem ao Canadá você irá para a AP-GC para assumir um posto. Pode falar mais a respeito?

Como já falamos a AP-GC é uma organização global de universidade e ativistas em torno de problemáticas globais mais críticas. A principal problemática atualmente é o terrorismo mundial. Essa instituição, inclusive, foi constituída com o objetivo de prestar assistência aos líderes mundiais para ter uma orientação ética melhor ao problema do terrorismo. Além disso, a AP-GC é dedicada a oferecer soluções para os radicalismos e fundamentalismos religiosos e para problemas críticos de desenvolvimento humano no planeta. As pessoas e universidades que participam dessa instituição tem afinidade com os programas de desenvolvimento das Nações Unidas e essa foi uma das razões pela qual fui convidado a participar. Insistiram que eu participasse em função do perfil pessoal já que na minha profissão desempenho uma função ligada as Nações Unidas e trabalho em um comitê de direitos humanos aqui no estado do Paraná e isso fez parte das minhas credenciais quando me apresentei. Juntamente com isso, me conheceram como um pesquisador do parapsiquismo. Ou seja, esse perfil de pesquisador parapsíquico associado ao interesse pelo desenvolvimento humano global das Nações Unidas é o perfil de boa parte desses pesquisadores que integram a AP-GC. Quem me fez o primeiro convite foi o professor Rico Sneller que é professor de filosofia da Universidade de Leiden, na Holanda, onde é responsável pela cadeira de fenomenologia, ocultismo e espiritualidade e esse tipo de abordagem. Ele me convidou para escrever um capítulo em um livro, que será publicado em Cambridge, que se chama “Espiritualidade e Ética Global”. O convite de participar da AP-GC, inclusive, veio depois do convite para esse livro.

Quais suas impressões desse vínculo com a Conscienciologia futuramente?

Eu penso em um processo interassistencial de aprendizado mútuo. Num primeiro momento eu vi uma possibilidade de ideias da Conscienciologia serem oferecidas para um cenário global de interassistência e maxifraternismo. Essa foi a primeira diretriz que não disse a ninguém, mas o holopensene que estava conduzindo. Percebo que houve uma aceleração desse processo com a escrita do rascunho do Dicionário Neológico de Parafenomenologia que foi visto e apreciado e também ajudou nos convites que recebi. O que a CCCI tem que verificar como está o momento atual de aproximação e de adentrar num fluxo interassistencial. Temos que verificar se há interesse para algumas ICs específicas para certos tipos de pesquisadores e a possibilidade de realizar um dos próximos encontros anuais aqui no Brasil, em Foz do Iguaçu – PR. Precisamos verificar o interesse da CCCI a abertura em receber e hospedar um evento global nesses assuntos de política nacional, desenvolvimento humano e que tem o suporte das Nações Unidas e envolvem inúmeras universidades. Não havia, até o momento, um braço na América Latina apesar de ter novos integrantes no México e na Colômbia. Em São Paulo, fui até a USP para averiguar o interesse em integrar a organização e ainda não levei formalmente o assunto para a Unila, mas conversando com alguns professores surgiu o interesse.

Uma terceira etapa da viagem, por assim dizer, será uma apresentação sobre cosmoconsciência. Como será essa atividade?

Quando mandei a proposta de capítulo para o livro Espiritualidade e Ética Global os meus argumentos foram em torno das possibilidades de se chegar em uma dimensão ética por meio dos processos de expansão da consciência, melhoria de lucidez e no meio disso coloquei a palavra cosmoconsciência. Isso interessou muito e quiseram muito conhecer nova visão e entendimento sobre a cosmoconsciência já que é tratado nesses ambientes. O que a Conscienciologia tem hoje a oferecer globalmente são noções mais avançadas no âmbito da Cosmoética, do Paradireito e do ponto de vista técnico todo o aparato da Projeciologia. As abordagens mais refinadas são da expansão da lucidez e do discernimento.

Qual a ideia de introduzir elementos como da anti-religião?

A questão da anti-religião é um posicionamento assistencial que a Conscienciologia tem a oferecer no esclarecimento da perspectiva anti-religiosa quanto a ser um freio evolutivo, e vou encontrar caminhos de apresentar isso de um modo paradiplomático e ao mesmo tempo incisivo. Será necessário criar uma abordagem lógica e gradual por meio de nossas experiências. Não tenho um passado religioso e meu pai criou na família uma célula anti-religiosa e isso me livrou do processo religioso. Vejo quanto o princípio da descrença pode ajudar ao associar a experiência extrafísica com o discernimento e com nossos princípios é possível chegar na anti-religião. Essas pessoas que estão me convidando são religiosas mas, ao que tudo indica, de uma linha mais esclarecida e estão em busca de alternativas para os radicalismos religiosos e irão encontrar informações conscienciológicas e será um experimento global novo.

 

Vou muito confortável nessa viagem por não ter nenhum intuito de fazer concessão ideológica mas de apresentar a originalidade conscienciológica para verificar se eles se interessam por esse vínculo.

ICCASU 2015

2015.09.13.ULISSES SCHLOSSER_Photo 1

*Por Alexandre Pereira.


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