14 de outubro de 2014

Entrevista com o professor Cesar Machado, autor do livro Proatividade Evolutiva

O professor e autor Cesar Machado concedeu entrevista ao portal falando de seu livro


Editor: Eliane de Pinho

Entrevista com o professor Cesar Machado, autor do livro Proatividade Evolutiva Sob a Ótica da Autoconsciencioterapia, publicado no ano passado pela Editares, a editora da Conscienciologia.

 

Sobre o autor:

Cesar Iria Machado (1976–). Médico formado pela UEL – Universidade Estadual de Londrina, em 1999, com área de atuação em Medicina Intensiva; pós-graduação latu sensu em Homeopatia e Geriatria/Gerontologia; brasileiro, natural de Ibiporã, PR; conhece a Conscienciologia desde 1993; voluntário da Conscienciologia desde julho de 1996; docente em Conscienciologia desde setembro de 1999; consciencioterapeuta de dezembro de 2006 até março de 2014; tenepessista desde junho de 2006; atualmente é coordenador geral da UNIESCON – União Internacional dos Escritores da Conscienciologia (desde janeiro de 2014).

Trabalhos publicados em periódicos da CCCI: A Prática do Estado Vibracional (Journal of Conscientiology – IAC); Crise Energética (revista Conscientia – CEAEC); Sinalética Paradidática (Anais da II Jornada de Educação Conscienciológica – IIPC); Desassédio Intrafísico (Anais da II Jornada de Autopesquisa Conscienciológica – IIPC); Sistematização da Parassemiologia (revista Conscientia – CEAEC); Sinalética Energética-Anímica-Parapsíquica (revista Conscienciologia Aplicada – ARACÊ); Auto-imagem e suas Repercussões na Grupalidade (Journal of Conscientiology – IAC); O Preparo para a Tenepes e as Projeções Conscienciais (revista Conscientia – CEAEC); A Importância da Autonomia Parapsíquica na Invéxis (revista Conscientia – CEAEC); Autoconsciencioterapia Aplicada ao Recesso Projetivo (Journal of Conscientiology – IAC – IV CIPRO); A Importância do Auto-enfrentamento na Autoconsciencioterapia (revista Conscientia – CEAEC); O Papel da Autoconsciencioterapia e do Evoluciente na Consciencioterapia (revista Conscientia – CEAEC); Liderança Intelectual Interassistencial (revista Scriptor – UNIESCON)

Verbetes publicados na Enciclopédia da Conscienciologia: Desdramatização (Autodiscernimentologia); Comunicador Intensivista Interassistencial (Intensivismologia).

Materia Cesar 1

Sobre o livro:

A proatividade, enquanto característica da personalidade, é estudada pelas ciências convencionais desde 1993. Para a vida em sociedade, as pessoas com perfil proativo acabam sendo bastante valorizadas. Isto ocorre em função de sua capacidade de antever situações problemáticas e atuar de modo espontâneo e preventivo, antecipando estas ocorrências e, assim, realizando soluções práticas. Em geral, apresentam maior dinamismo, extroversão e produtividade.

A ciência Conscienciologia, porém, leva em consideração outros valores, os quais extrapolam a análise convencional, por exemplo: a vida após a morte, as múltiplas existências, as bioenergias, a projeção da consciência para fora do corpo humano e a evolução pessoal. Portanto, quando se analisa a vida humana além desta dimensão física, simplesmente ser proativo no trabalho ou visando metas puramente materialistas, não soluciona os problemas pessoais.

O modelo ou paradigma que embasa os estudos da Conscienciologia, considera a evolução como norteadora das próprias ações. Se a consciência, também chamada em outras linhas de estudo, por exemplo, de alma, self, espírito ou personalidade, não morre e, desse modo, a vida segue, ora nesta dimensão física, ora em uma dimensão extrafísica (ou não física), qual a finalidade desta condição?

Se a vida continua após a morte do corpo biológico, existe algum motivo; este, é o crescimento moral, intelectual e psíquico individual. Na concepção da Conscienciologia, este caminhar evolutivo pode ser traduzido do seguinte modo: a amplificação ou melhora gradual na saúde da consciência.

Assim surge a lógica e objetivo desta obra. Não se renasce no planeta Terra sem propósito. Não se alterna entre a vida física e não física à toa. Além do mais, este processo não deve continuar ad infinitum. Entretanto, para que se chegue o momento da não necessidade do renascimento humano, interessa à consciência dinamizar a própria evolução. Daí surge o traço da proatividade evolutiva.

A proatividade evolutiva, então, é a característica da personalidade capaz de antecipar as crises pessoais, adquirindo autoconhecimento, fazendo renovações ou mudanças íntimas e transformando a vida humana na possibilidade constante de crescimento pessoal. Para isto, porém, necessitará sair do estado de inércia e acomodação, buscando desafios para a própria existência.

Ao pensar no ato de evoluir, a pessoa acomodada pode sentir-se constrangida, estressada ou desconfortável. Evolução requer ação, sendo esta uma associação inevitável. Este desconforto com a necessidade de saída da passividade, nada mais é que a condição de crise existencial instalada, gerando uma pressão para o movimento pessoal a favor da saúde, da higidez e da reciclagem íntima.

Por ser a evolução um sinônimo de saúde consciencial, a Consciencioterapia e, principalmente, a Autoconsciencioterapia, ambas especialidades da Conscienciologia voltadas à terapêutica da consciência, são trazidas ao leitor ao modo de recurso técnico. Com isto, objetiva-se ajudá-lo nas renovações íntimas, as quais propiciarão a passagem da condição de acomodação para a proatividade evolutiva.

Mediante uma série de testes e técnicas provenientes destas especialidades, o livro favorece ao leitor a autoavaliação e ampliação do autoconhecimento e, consequentemente, o enfrentamento e a superação do comodismo existencial. Com isto, proporciona o desenvolvimento da proatividade evolutiva como traço de personalidade, agilizando o caminhar da própria evolução consciencial.

Materia Cesar 2

Entrevista

1. Atualmente você reside em Foz do Iguaçu e atua profissionalmente na área da Medicina. Conheceu a Conscienciologia em 1993. Poderia contar um pouco sobre esta trajetória e a área em que atua no voluntariado atualmente?

Cesar Machado: Conheci a Conscienciologia em 1993 a partir do meu irmão. Ele já voluntariava no antigo IIP, que posteriormente, em 1994, passou a se chamar IIPC, quando do lançamento do 700 Experimentos da Conscienciologia. Nessa época eu tinha 17 anos de idade e acabara de passar no curso de Medicina na Universidade Estadual de Londrina. Meu irmão havia adquirido o tratado Projeciologia. Conversava um pouco com ele sobre o assunto. Li algumas partes do livro e comecei a ter projeções espontâneas, no próprio ambiente do quarto de dormir. A partir daí, me interessei em aprofundar, fiz cursos e, em 1996, iniciei o voluntariado, na cidade de Londrina.

Como de costume em cidades atendidas, voluntariei em diversos setores, desde eventos, recepção, atendimento aos alunos, divulgação, TMK, panfletagem na rua, colocação de faixas em árvores e até ajudei a pintar a sala em que era realizado o voluntariado. Passei a fazer parte do grinvex – Grupo de Inversores Existenciais.

Em 1999, ano de formatura em Medicina, comecei a dar aulas pelo IIPC. No ano seguinte, mudei-me para o Rio de Janeiro para atuar na sede mundial do IIPC. Inicialmente trabalhei no setor de pesquisa. Em 2002 comecei a atuar na equipe de campo do ECP2 e, ao mesmo tempo, assumi a coordenação do AVA, que na época chamava-se “Avaliação de Voluntários e Alunos” e, atualmente, chama-se “Acompanhamento de Voluntários e Alunos”. Nesta mesma época, fiz uma especialização em Homeopatia.

Em 2004 mudei-me, junto com a sede mundial do IIPC, para a cidade de Foz do Iguaçu.

Continuei atuando no AVA, se não me engano, até 2005. Neste ano, assumi a coordenação geral do ECP2, permanecendo até 2006, quando sai do IIPC para fazer a formação para Consciencioterapeuta pela OIC – Organização Internacional de Consciencioterapia. Atuei na função de consciencioterapeuta de dezembro de 2006 até o início março de 2014. Com a publicação do livro, recebi um convite para assumir a coordenação da UNIESCON – União Internacional dos Escritores da Conscienciologia, desligando-me da OIC.

Do ponto de vista da Medicina, fiz também uma especialização em Geriatria e Gerontologia em 2009 e 2010. Na mesma época, comecei a trabalhar com Medicina Intensiva, área que atuo até hoje.

 2. Como surgiu a ideia de escrever o livro Proatividade Evolutiva?

Cesar Machado: O livro Proatividade Evolutiva surgiu justamente com a ida para a OIC. No processo para formar-se Consciencioterapeuta, há a necessidade de se escrever uma gescon – gestação consciencial, neste caso, uma espécie de “monografia” em algum tema ligado à Autoconsciencioterapia, ou seja, alguma questão que tivesse relação consigo mesmo. Uma das demandas que identifiquei foi a importância da proatividade dentro da evolução pessoal, consciencial, por isso a escolha do tema. Após a conclusão do curso e apresentação da gescon, ampliei a pesquisa, além de utilizar outros artigos em Conscienciologia, anteriormente escritos por mim, os quais possuíam correlação com o assunto Proatividade Evolutiva, estruturando o livro.

3. O livro é escrito de modo que a pessoa possa avaliar-se e buscar desenvolver, aprimorar traços que permitam maior proatividade em seu processo evolutivo. São conceitos teóricos com abordagens práticas. Este estilo de escrita é influenciado pelas técnicas da Autoconsciencioterapia? Como o leitor pode fazer melhor proveito do livro?

Cesar Machado: O leitor vai notar que o livro apresenta a seguinte proposta: estudar o conceito de comodismo, ou a Síndrome do Comodismo e, a partir daí, de que modo poderá enfrentar e superar tal situação, tornando-se proativo perante a evolução consciencial, ou seja, desenvolver a Proatividade Evolutiva. Para que possa entender isto, as seções foram estruturadas de acordo com as etapas da Autoconsciencioterapia, ou seja, Autoinvestigação, Autodiagnóstico, Autoenfrentamento e Autossuperação. Portanto, ao ler o livro, o leitor irá evidenciar e passar por estas 4 etapas, as quais também são destrinchadas em capítulos específicos, com todas as suas técnicas atuais. Isto, pode-se dizer tratar-se da metodologia de escrita característica da Autoconsciencioterapia. Quem acompanha os artigos, simpósios, jornadas da OIC e, mais recentemente, a revista Saúde Consciencial publicada pela OIC, pode observar a quantidade de artigos escritos desta maneira. Mas, de modo geral, sigo o modelo e técnicas de escrita utilizadas pelo professor Waldo Vieira em suas obras e tratados: com subtítulos nos parágrafos, sendo que estes são curtos, objetivos, com linguagem direta, preponderando o uso de enumerações, frases sínteses, frases enfáticas, uso de cosmogramas (fatos – notícias e reportagens de jornais e revistas), além da proposta de técnicas e testes conscienciométricos. Tudo isto para favorecer ao leitor o objetivo principal da escrita conscienciológica que é a tares – tarefa do esclarecimento, estimulando a autorreflexão, a autopesquisa e o autoconhecimento.

O livro pode ser utilizado, então, de 2 modos: propiciando reflexões acerca do estado evolutivo pessoal atual, se há acomodação e se é possível dinamizar a própria vida a partir da proatividade evolutiva; e o segundo objetivo é justamente ser um livro de consulta a respeito da Autoconsciencioterapia e toda a sua tecnologia, ao modo de um manual, o que pode ser aproveitado não só para o estudo e enfrentamento do comodismo, mas de outras condições pessoais que necessitam de reciclagem.

4. Muitas pessoas ainda transitam entre o “comodismo” e o perfil mais “ativo”. Como se dar conta de que a “proatividade” é mais favorável no processo evolutivo?

Cesar Machado: Neste aspecto, na realidade, mais importante que isto, é o leitor entender o diferencial entre a proatividade do ponto de vista da sociedade humana, intrafísica (socin), e a proatividade evolutiva. Eu diria, até certo ponto, que o “ativo” ou a “consciência ativa” ainda não consegue raciocinar evolutivamente e multidimensionalmente no dia a dia. Logo, o “ativo” que abordo no livro pode, perante a humanidade, ser considerada proativa; mas, do ponto de vista de evolução pessoal, ainda produz muito pouco. Em geral, ainda há muita agressividade, competitividade, impulsividade, individualidade, egocentrismo. Quando há intercooperação, visa aspectos intrafísicos. Por isso que o traço da proatividade é tão estudado dentro das empresas e da Administração, ou seja, o funcionário melhor, mais produtivo e “lucrativo” é aquele dito “proativo”. Outra questão: também associa-se muito a proatividade na sociedade humana com a extroversão, autoconfiança e a capacidade de sociabilidade e, pessoas assim, tendem a ter mais sucesso na vida material. Logicamente isto é bom, mas não basta se os fins forem puramente materialistas. Quando a proatividade torna-se evolutiva, já se começa a raciocinar mais do ponto de vista do autoconhecimento, da reciclagem pessoal, para se chegar na cosmoética e na interassistência a partir da tares. Quando se chega nestas últimas conclusões, a consciência irá evidenciar para si mesma a necessidade de antecipar as reciclagens pessoais, aprofundando autorreflexões geradoras de crises de crescimento, buscando situações de autoenfrentamento que produzam resultados dentro da evolução pessoal e, consequentemente, grupal.

“À consciência saturada de si mesma, é válido estudar e destrinchar o perfil comodista, visando a recin e a dinamização evolutiva pessoal.”

5. Nesse contexto, como entra a importância do desenvolvimento do parapsiquismo e a autoconscientização multidimensional?

Cesar Machado: Justamente porque irá propiciar à consciência discernimento quanto às realidades extrafísicas, às interações energéticas no dia a dia, à continuidade da vida após a morte biológica ou o descarte do corpo humano e, desse modo, a existência do ciclo de ressomas (renascimentos humanos) e dessomas (morte biológica). Se a pessoa tem parapsiquismo, ela vai começar a entender mais sobre si mesmo e o ponto atual na evolução pessoal; irá perceber a atuação pessoal na multidimensionalidade e a interação com as consciexes; a importância do autodomínio dos pensenes (pensamentos, sentimentos e energias) e a influência pessoal nas interações entre conscins, a qual pode ser positiva ou não, a depender da qualidade destes pensenes; as consequências das próprias ações para si mesmo, dentro da lei da carmalidade, gerando interprisões ou desfazendo (“limpando”) os equívocos do passado (retrovidas ou existências pretéritas); e assim, a necessidade da reciclagem de si mesmo, do próprio comportamento, para poder interagir de maneira mais adequada com conscins, conciexes e, desse modo, agilizar a autoevolução, tornando-se mais liberta. Em resumo: irá perceber a necessidade da interassistência e da cosmoética na evolução pessoal. Ao perceber e admitir toda essa realidade, como conseguirá permanecer estática? Acomodada? Autocorrupta? Obviamente, o parapsiquismo trará responsabilidades e, uma delas, é justamente a importância de voltar o olhar para a evolução consciencial. Desse modo, o desenvolvimento parapsíquico irá explicitar a necessidade da proatividade evolutiva para agilizar este processo.

Materia Cesar 3

6. No transcorrer do livro, percebe-se a importância de uma abordagem traforista no nosso dia a dia. Isto ajuda, principalmente aquelas pessoas que se vitimizam ou com baixa autoestima. Poderia discorrer sobre essa mudança de postura?

Cesar Machado: Penso que algumas pessoa acomodadas tendem a se ver além do que realmente são, com postura arrogante, agressiva e narcisista, o que pode gerar acomodação no nível atingido. Mas em minha opinião, a maioria das pessoas acomodadas perante a vida apresentam uma tendência a se ver aquém do que realmente são capazes. Há uma baixa autoestima, às vezes autodepreciação, medos diversos, tudo isto travando a própria manifestação, colocando-a num patamar inferior, em subnível dentro do que poderia estar realizando. A partir desse modo de funcionar, acabam se acomodando por medo de mexerem no status quo, ou no aparente equilíbrio que atingiram, na realidade um conformismo, passividade e adaptação. Ao se perceberem em tal situação e se defrontarem com a realidade multidimensional e multiexistencial, o fato de quererem se conhecer, se melhorar e buscar a autoevolução, pode gerar ansiedade, reavivar crises pessoais, trazer à tona os incômodos e induzir um processo de autovitimização. Entretanto, não adianta fugir das crises. Para se evoluir consciencialmente, há a necessidade de agir, de ação. Neste ponto que entra a abordagem embasada nos trafores. Não adianta nada perceber as próprias mazelas ou dificuldade se não trabalhar para perceber, identificar e admitir as qualidades e habilidades pessoais. Você identificar um problema apenas não basta; o mais importante é a reciclagem e a renovação, porém, só se faz mudanças positivas a partir dos próprios trafores. Eles é que embasarão o autoenfrentamento dos problemas pessoais e das necessidades de reciclagem identificadas. Se a pessoa estudar a si mesma, identificar alguns pontos pessoais negativos, e se vitimizar, de que adiantaria o autoconhecimento? Portanto, a estruturação do autoenfrentamento sempre vai estar embasada nas habilidades pessoais, naquilo que a pessoa tem de melhor e do que é capaz.

 7.Há ainda muitas pessoas que concentram suas metas pessoais em questões exclusivamente intrafísicas, materialistas. A evolução que você fala no livro trata de algo maior, mais abrangente, certo?

Cesar Machado: Exatamente. É o que já comentei anteriormente. De nada adianta ser proativo apenas visando metas intrafísica, materialistas. A Evolução tratada no livro está relacionada ao processo de qualificação pessoal constante, dentro de um ciclo de ressomas (renascimentos humanos) e dessomas (descarte do corpo biológico). Tudo isso levando em consideração que somos mais que este corpo material e, antes de mais nada, somos consciências extrafísicas, sendo um objetivo principal a não necessidade de se retornar a esta dimensão humana. Evolução é a qualificação pessoal do ponto de vista de trafores, visando a ampliação das qualidades pessoais cognitivo-emocionais (equilíbrio íntimo), energético-parapsíquicas, e morais (cosmoética), o que ocorrerá mediante a interassistência, e não apenas visando metas puramente egoicas ou intrafísicas.

8. Em tempos de reurbanizações extrafísicas, o conceito de proatividade evolutiva faz-se mais necessário. Poderia falar sobre sua compreensão do papel dos intermissivistas neste contexto, inclusive mundial?

Cesar Machado: A proatividade está muito associada à liderança. Na sociedade humana, quando se fala em ser proativo, fala-se em ser líder. As universidades estudam e dão aulas sobre liderança embasadas no empreendedorismo, tudo isto estando ligado à proatividade. Não estou dizendo que todos precisam ser empreendedores do ponto de vista intrafísico. Mas a questão é que a proatividade evolutiva associa-se a um empreendedorismo pessoal evolutivo e, no caso do intermissivista, à consecução da programação existencial (proéxis) pessoal. Qual o maior empreendimento de um intermissivista na Terra? Em minha opinião, a realização da própria proéxis. Neste caso, ser proativo do ponto de vista evolutivo leva a consciência intrafísica à identificação dos próprios trafores, à autoliderança, maior autoconfiança, ampliação da autodeterminação e capacidade de realizar aquilo a que se propôs antes de renascer. Ao tornar-se proativo do ponto de vista evolutivo, aumenta-se a chance de se tornar completista dentro da proéxis pessoal. Mas o que é ser intermissivista e ter uma proéxis, se não a ampliação da capacidade de interassistência? Ao nos melhorarmos e assistirmos as consciências carentes de todos os tipos, estamos contribuindo para a melhora do planeta e, de algum modo, já estamos contribuindo para a reurbanização extrafísica. Além disso, ao nos qualificarmos na dimensão humana, sendo proativos, mais assistenciais, mais cosmoéticos e preocupados com este mecanismo, mais estaremos nos qualificando para nos tornarmos líderes, quando do retorno à condição de consciex, nas dimensões extrafísicas.

 9.Quais seriam os trafores mais importantes para que a pessoa consiga vivenciar a proatividade evolutiva como sendo algo intrínseco, que passe a ser algo espontâneo, a partir da compreensão do processo evolutivo, de acordo com o paradigma consciencial?

Cesar Machado: Estes traços estão enumerados nas páginas 166 e 167 do livro, sendo abordados em diferentes capítulos. São eles:

Autoconfiança: assertividade; experimentação; teática.

Autocrítica cosmoética: autocognição; autodiscernimento; autopercepção.

Automotivação sadia: locus de controle interno; metas evolutivas; traforismo.

Anti-impulsividade: autocontrole; autorreflexão; racionalidade.

Autossuficiência emocional: homeostase emocional; interdependência; resiliência.

Consciência realista: cientificidade; otimismo racional; princípio da descrença.

Desdramatização: autodesassédio; assistencialidade; pacificação íntima.

Flexibilidade mental: criatividade; cosmoética; inteligência contextual.

Interatividade sadia: grupalidade; interassistencialidade; intercooperação.

Otimismo racional: bom humor; perseverança; realismo.

Persistência evolutiva: continuísmo; determinação; vontade inquebrantável.

Proatividade evolutiva: antecipações sadias; autoiniciativa; paraprofilaxia.

Vivacidade consciencial: dinamismo; eutimia; força presencial.

 10. Qual a importância de técnicas como “Reflexão de 5 horas”, “Imobilidade Física Vígil” ou vivência diária do “Estado Vibracional”, na definição de metas evolutivas, que ajudem no processo de autopesquisa e interassistência?

Cesar Machado: São técnicas que auxiliam no aprofundamento das reflexões pessoais, no contato maior e mais profundo consigo mesmo e, assim, no entendimento das próprias deficiências no dia a dia. Quando a pessoa se coloca durante 5 horas consecutivas para refletir ou permanece 3 horas sem se movimentar, não há outra possibilidade do que entrar em contato consigo mesma, com os próprios desconfortos, com as atitudes pessoais no cotidiano, e as necessidades de reciclagem intraconsciencial. Já o Estado Vibracional, através da atuação nas próprias energias conscienciais, passa a evidenciar para si mesmo o quanto os pensenes e atitudes pessoais intereferem na qualidade de vida, na saúde pessoal, na relação com as outras pessoas, e também vai apontar para a necessidade de renovação íntima. Ou seja, as 3 técnicas promovem autoconhecimento e vão evidenciar a importância da revisão das metas pessoais perante a evolução consciencial.

“Ganha mais quem procura, mediante a proatividade evolutiva, o autodesenvolvimento parapsíquico lúcido, visando adquirir a autossuficiência parapsíquica.”

11. Recentemente você esteve na Bienal do Livro em SP. Como foi a experiência?

Cesar Machado: Sim, estive na Bienal do livro em São Paulo, neste ano de 2014, no mês de agosto. Foi uma experiência interessante, pois se tem contato com os leitores e permite fazer o esclarecimento direto, mediante a comunicação verbal e a interação energética. A Bienal, pelo menos em minha experiência, foi para atender um público que nunca havia tido contato com a Conscienciologia, passando conceitos básicos. Mas também ajudou a divulgar a Consciencioterapia e a OIC, em função do tema do meu livro. Na condição de autor, a Bienal também me fez entender mais, na prática, a escrita em termos de público alvo. O autor, quando vai escrever, deve estar bem atento a isto. Para este público que lá apareceu, por exemplo, ficou bem claro que meu livro estava um pouco além, uma leitura mais técnica, ou seja, eles mesmos me deram o retorno que precisariam ler outros materiais introdutórios antes. Quando escrevi o livro já tinha ciência disso e este era meu objetivo, mas ali ficou evidente na prática.

Com relação a esta pergunta sobre a Bienal, gostaria de aproveitar também para agradecer a todo o pessoal do IIPC e da Editares que esteve lá dando apoio aos autores, pois foram todos muito prestativos, assistenciais e proativos! O pouco que permaneci por lá, ficou bem claro que o trabalho é bastante exaustivo e exige muito dos voluntários.

 12. Pretende itinerar com seu livro ou ministrar cursos a respeito da temática?

Cesar Machado: Pretendo sim! Gostaria, inclusive, de me colocar disponível para viagens de final de semana para lançamentos, palestras e curso a respeito da temática Proatividade Evolutiva. As ICs, centros educacionais e cidades atendidas que tiverem interesse, podem fazer contato através do meu e-mail: cesar.uniescon@yahoo.com.br

13. Poderia ainda falar sobre seus hábitos de leitura e escrita? Tem escrito Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia?

Cesar Machado: Atualmente, minha leitura acompanha a escrita, ou seja, leio o que tem me interessado no momento, de acordo com o que estou pesquisando e escrevendo. A minha prioridade após o lançamento do livro Proatividade Evolutiva tem sido a escrita de novos livros, é ao que venho me dedicando agora. Praticamente todo o meu tempo livre tenho dedicado a escrever. Após assumir a UNIESCON em janeiro deste ano, iniciei a escrita de um novo livro, que já entreguei na Editares para avaliação. Escrevi 2 verbetes para a Enciclopédia antes do lançamento do Proatividade Evolutiva, e agora, após a entrega deste segundo livro na Editares, estou me dedicando ao terceiro verbete. Mas tenho a intenção de escrever mais verbetes também.

Materia Cesar 4

14. Do ponto de vista evolutivo, você, na condição de autor-escritor e coordenador geral da UNIESCON – União Internacional dos Escritores da Conscienciologia, de que modo avalia a proatividade evolutiva através da escrita de livros?

Cesar Machado: A escrita de livros, do ponto de vista intelectual e mentalsomático, já faz a pessoa sair do comodismo. É o que abordo no livro sob a condição da postura mentalsomática proativa. Neste ponto, deixa-se de ser apenas um consumidor de informações para se tornar um produtor de conhecimentos. Automaticamente, ao publicar um livro conscienciológico, embasado na tarefa do esclarecimento, o autor se aprofunda no campo da assistencialidade. Pelo fato de estar produzindo conhecimento embasado na tares, torna-se proativo do ponto de vista intelectual e interassistencial. Além disso, há pelo menos 3 consequências da escrita de livros tarísticos para o próprio autor. O primeiro é o conceito de colheita intrafísica, quando o autor passa a colher os frutos ou benefícios assistenciais da própria escrita, em vida. É o retorno energético dos assistidos, por ter contribuído na reeducação consciencial e o ato de desensinar o que ensinou errado no passado, trazendo consequências positivas ao escritor durante esta existência humana. O segundo, é o conceito de colheita intermissiva, quando já na condição de consciex, o autor passa a trabalhar ao modo de amparador de seus leitores, ou seja, a escrita de livros torna-se uma grande porta para a liderança extrafísica, dentro das reurbanizações extrafísicas, que falamos anteriormente. A terceira, é a condição do autorrevezamento existencial, quando os livros que você deixou escrito agora, transformam-se em cápsula do tempo para você mesmo acessar, em sua próxima existência intrafísica, dando continuidade ao que iniciou e trabalhou nesta vida atual, dentro do ofício de escritor da Conscienciologia e da tarefa do esclarecimento.

“Com base nos trafores pessoais, ou no megatrafor pessoal, consegue-se fazer o planejamento técnico para se enfrentar e superar os próprios trafares ou o megatrafar, de modo saudável, fazendo a profilaxia do autoassédio que se pode originar do estudo das próprias dificuldades.”

15. Algo mais?

Cesar Machado: Gostaria de agradecer à OIC, aos consciencioterapeutas e evolucientes com quem tive contato, pois além de ter iniciado a escrita do tema em função da minha entrada naquela instituição, os anos de experiência na condição de consciencioterapeuta foram fundamentais para escrever o livro. Por isso, eu, pessoalmente, não considero este livro uma conquista apenas minha individual, mas da própria instituição (OIC). Espero que a obra seja (e esteja sendo) útil, principalmente aos evolucientes, pois esta sempre foi uma das principais intenções com este livro, ou seja, fornecer um material organizado para auxiliar a aplicação da autoconsciencioterapia pelos evolucientes.

*Entrevista concedida à Eliane de Pinho, em outubro de 2014.

Para adquirir os livros da Editares: www.iipc.org.br – livraria virtual e www.shopcons .com.br e para conhecer e baixar o catálogo completo da Editares www.editares.org


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