21 de janeiro de 2016

Entrevista com o autor da nova obra Antivitimização

O autor Cesar Machado fala de sua nova obra


Editor: Alexandre Pereira

Conversamos com o médico e pesquisador Cesar Machado, coordenador da Unescon (União Internacional de Escritores da Conscienciologia). A entrevista ocorreu na véspera do lançamento do seu novo livro chamado “Antivitimização: Alicerce para a Autoevolução”.

 Antivitmizacao 2016

 

Olá Cesar, o que lhe motivou a pesquisar o tema da antivitimização? Como chegou a esse tema?
O interesse inicial se deu ainda quando atuava na OIC (Organização Internacional de Consciencioterapia), em 2013. Naquela época, nos últimos 2 anos havia atendido diversos casos apresentando componente de autovitimização no histórico, o que me chamou a atenção. Comecei também a observar os fatos ao meu redor e notei como era comum a conduta autovitimizada no dia a dia. Ao mesmo tempo, passei a me observar mais e, à medida que progredi no entendimento do assunto, fui percebendo em mim também certas atitudes que se encaixavam no quadro da síndrome da autovitimização e fui buscando destrinchar o assunto em subtemas, até que cheguei no sumário atual, no início de 2014, tendo como foco principal a postura contrária e saudável, ou seja, a Antivitimização, que é o tema principal do livro. Durante aquele ano, passei então a escrever os capítulos chegando no conteúdo atual.

Você poderia exemplificar algumas posturas de vitimização existentes na sociedade?
Na base da autovitimização está uma dificuldade ou intolerância à frustração. Associado a isso, a tendência é a resposta egocêntrica do tipo “responsabilização de algo ou alguém” por essas frustrações. Mas em muitos casos, ocorre também o ataque a si mesmo, mediante a desvalorização pessoal ou a autodepreciação, ou seja, a postura de achar que não possui qualidades pessoais, mas apenas defeitos. Em ambas as situações, a finalidade é a fuga das responsabilidades pessoais por aquilo que ocorre consigo mesmo, seja culpando e atacando ou agredindo aos outros; seja atacando ou agredindo a si mesmo, fragilizando-se, acomodando-se e fugindo das responsabilidades pessoais pela melhoria ou mudança de si mesmo. Com o tempo, a pessoa pode se tornar amargurada, cada vez mais pessimista e infeliz. Com base nisso, fica fácil perceber os exemplos, os quais são associados às personalidades que se paralisam ou se acomodam frente às frustrações, desgostos e dificuldades impostas pela vida humana, culpando aos outros por isso. Por exemplo: os funcionários insatisfeitos que fazem a “rodinha das reclamações “ no trabalho; o parceiro (a) que não aceita a separação e passa a tentar agredir de alguma forma o ex-companheiro (a) ou, em outros casos, faz o caminho da autoagressão, mantendo postura de autoculpado (a), estagnando-se; as mágoas e os ressentimentos de todos os tipos; aquele que se utiliza de determinada doença (física ou mental) para se acomodar e não tomar as rédeas da própria vida pessoal; até as vitimizações coletivas em movimentos sociais violentos que resultam em quebra-quebra e linchamento. No capítulo 4, sobre autodiagnóstico, apresento também uma enumeração com 50 tipos de posturas autovitimizadas bem práticas, do dia a dia.

Que estratégias você utilizou para superar esse traço?

A estratégia para qualquer pessoa com traços de autovitimização é, em primeiro lugar, fazer um estudo sobre o assunto para diagnosticar qual o seu perfil dentro dessa síndrome. Muitos autovitimizados têm dificuldade em se autopesquisar. Olhar para a doença e para as atitudes pessoais imaturas, irracionais e disfuncionais é essencial. O primeiro passo para a superação de uma doença é o autodiagnóstico, assumir-se em algum nível nessa condição. Mas, o principal no caso da autovitimização, é o estudo e valorização dos traços-força ou qualidades pessoais. Não há como superar um problema consciencial sem isso. O autoenfrentamento deve ser embasado nos talentos pessoais, no que se tem de melhor, e todo mundo possui alguma qualidade, não adianta negar. E mais do que assumir que se tem talento em alguma coisa, é passar a utilizá-lo para algo voltado à assistência interpessoal, justamente para buscar tirar o foco dos problemas pessoais e do próprio egocentrismo. Nesse ponto, o conceito de programação existencial ou programação de vida torna-se fundamental. Ou seja, é essencial que se estude os próprios talentos, procurando aplica-los dentro de um objetivo de vida maior. Em meu caso, isso se deu com a assunção da escrita conscienciológica na condição de norte em termos de programação existencial e a dedicação prioritária de meu tempo livre para isso. E eu posso dizer que isso ganhou mais força após a publicação do meu primeiro livro, Proatividade Evolutiva – Sob a Ótica da Autoconsciencioterapia, em dezembro de 2013, apesar de já ter publicado vários artigos de Conscienciologia naquela época. O reconhecimento pessoal da escrita como principal talento que eu posso utilizar em benefício das demais pessoas foi fundamental. Isso gerou, então, maior autoconfiança e autodeterminação evolutiva, sustentando minhas atitudes no dia a dia, e culminou, inclusive, com a coordenação da Uniescon (União Internacional de Escritores da Conscienciologia), em janeiro de 2014. Quando a consciência identifica qual o motivo do renascimento na dimensão intrafísica e, além disso, sabendo que possui as qualidades para exercer tal função, as lamentações de qualquer tipose tornam incoerentes e deslocadas, e não resta outra coisa a não ser assumir as responsabilidades pessoais perante a autoevolução.

Qual a relação da antivitimização com a desperticidade?

A Antivitimização é postura de autodesassédio. É a assunção das rédeas da vida pessoal, a partir de postura autoimperdoadora e heteroperdoadora. É a não mais submissão pessoal às frustrações e a superação do egocentrismo estagnador, com a eliminação das queixas, lamentações ou reclamações espúrias da própria existência, tendo na condição de ferramenta o ato de pensar mais na coletividade e no bem-estar da maioria, ao invés de pensar prioritariamente em si mesmo, nos problemas pessoais e na defesa egoística dos próprios interesses. É buscar desenvolver e vivenciar emoções positivas, tais quais a resiliência, o otimismo, a gratidão e a felicidade.Assim, quem procura enfrentar e superar a atitude de autovitimização está trabalhando o autodesassédio e, desse modo, estabelecendo bases importantes para a condição da desperticidade.

Que benefícios você vivenciou ou tem vivenciado com o enfrentamento da autovitimização?

Eu posso enumerar alguns benefícios de acordo com a sequência apresentada no livro Antivitimização: maior assunção do que considero o meu megatrafor, ou seja, a habilidade de transformar os fatos e parafatos em argumentos e escritos; definição quanto ao automaterpensene que, no meu caso, é a Comunicação Gráfica ou a Conscienciografologia; ampliação do parapsiquismo, incluindo da autoconscientização multiexistencial, mediante insights, lampejos retrocognitivos e sincronicidades relacionadas ao trafor da escrita; assunção da autoproéxis, que prefiro denominar Grafoproéxis, ou seja, a programação existencial com foco na escrita conscienciológica; maior resiliência diante das frustrações; maior autoconfiança nas decisões pessoais no dia a dia, incluindo questões de destino; e maior autodeterminação em relação à evolução pessoal.

Você chegou ao segundo livro. Conte-nos um pouco a respeito de sua rotina de escrita.

Em função da vida pessoal atribulada e da rotina de trabalho e viagens, não tenho uma rotina fixa, mas aleatória. Nas segundas e sextas-feiras são os dias que mais escrevo e há regularidade. Nos demais dias, oscila conforme as demais atribuições pessoais, principalmente profissionais. Utilizo, porém, a “técnica de andar com papel e caneta no bolso” e, sempre que tenho alguma ideia, anoto para depois transcrever. Mas, o que considero mais importante, principalmente para quem deseja publicar o primeiro livro e, mais ainda, quem se identifica com o passado holobiográfico na escrita e a Grafoproéxis, é a persistência e assunção desse trafor pessoal, tornando-o parte fundamental da existência humana, colocando-o em primeiro lugar ao modo de ferramenta para a interassistencialidade.

Alguma dica aos nossos leitores, inclusive na leitura do livro?

Sugiro olhar o assunto sem preconceito, com abertismo consciencial, pois é a melhor maneira de se identificar possíveis atitudes pessoais autovitimizadas e chegar a algum autodiagnóstico. Mas lembrar sempre da postura pessoal traforista, ou seja, voltada ao estudo dos traços-força, qualidades e talentos pessoais, os quais auxiliarão no fortalecimento pessoal, na ampliação da resiliência, e aumento da autoconfiança e da autodeterminação no cumprimento das responsabilidades assistenciais que todos possuímos.Vale lembrar que a felicidade e o bem-estar é algo que pode ser vivenciado mais rotineiramente, só depende da própria pessoa e da vontade sincera de renovar e mudar para melhor. Quando se vive a vida com base em um foco assistencial e traforista, torna-se possível manter uma visão realista, porém otimista da existência e da humanidade, sem polianismo.

Muito obrigado Cesar pela entrevista. Desejamos muito sucesso em seus projetos assistenciais. Que esse livro possa ajudar muitas consciências.

* Por Fabio Marques.


Veja mais Matérias

Entrevista com o autor da nova obra Antivitimização

O autor Cesar Machado fala de sua nova obra

Nova viagem internacional sobre a pesquisa da consciência

O voluntário e pesquisador Ulisses Schlosser irá para o Canadá para eventos científicos.

Entrevista com as professores João Paulo Costa e Dayane Rossa

Autores do livro Manual da Conscin-Cobaia, publicado em julho de 2014 pela Editares, a editora da Conscienciologia concedem entrevista

Produção da Graphic Novel Cons

Está em elaboração pela Confor Stúdio uma graphic novel baseada na obra Nossa Evolução

Entrevista sobre I Fórum dos Dicionaristas da CCCI

Curso visa dar alicerce teático básico para o planejamento, desenvolvimento e materialização de Gescons Dicionarísticas

II Encontro Internacional da Paz

IIPC realiza evento sobre Pacifismologia visando a construção do Pacificarium

Evento científico sobre Parapsiquismo

A coordenadora das dinâmicas fala sobre o evento da Parapercepciologia que comemora os 20 anos de CEAEC

Curso inédito sobre Parapoliticologia e Pré-intermissiologia

Curso sobre política, parapolítica, proéxis e a consciencioterapia

10 anos do Laboratório Serenarium

O laboratório Serenarium completou a marca histórica de 10 anos e recebe congratulações

Documentário conta a história de EM

Aberta a campanha para arrecadar fundos para a conclusão do documentário EM

Entrevista com o professor Cesar Machado, autor do livro Proatividade Evolutiva

O professor e autor Cesar Machado concedeu entrevista ao portal falando de seu livro

Lançamento do livro “O jardim de Alice”

A obra será lançada em comemoração ao dia da criança pela Evolucin

Entrevista com a pesquisadora Ana Seno, autora do livro Comunicação Evolutiva

Livro foi publicado pela Editares, a editora da Conscienciologia

Entrevista com a professora Dayane Rossa, autora do livro Oportunidade de Viver

Estudo sobre a existência humana e o sentido da vida.

Entrevista com a professora Dulce Daou, autora do livro Vontade: Consciência Inteira

Entrevista com Dulce Daou, autora do livro Vontade: Consciência Inteira

Entrevista com Julio Almeida

Entrevista com Julio Almeida, autor dos livros “Qualificações da Consciência” e “Qualificação Autoral”, publicados pela Editares, a editora da Conscienciologia

Livro Zéfiro

A autora, Mabel Teles, falou sobre a experiência na escrita do seu novo livro, que extrapola o conceito convencional de biografia

Itinerância na Alemanha

EDITARES e OIC participaram pela primeira vez da Feira do Livro de Frankfurt

Itinerância em Portugal

Coordenação da ASSIPI avalia possibilidade de abertura de unidade em Portugal