9 de setembro de 2014

Entrevista com Julio Almeida

Entrevista com Julio Almeida, autor dos livros “Qualificações da Consciência” e “Qualificação Autoral”, publicados pela Editares, a editora da Conscienciologia


Editor: Eliane de Pinho

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Sobre o autor:

Julio Ameida é natural de Porto Alegre – RS, tem 36 anos de idade, é graduado em Psicologia e atua nas áreas Clínica e Docente. Conheceu a Conscienciologia em 1998 e em 2002 mudou-se para Foz do Iguaçu, PR, para voluntariar no CEAEC – Centro de Altos Estudos da Conscienciologia, sob a tutoria do pesquisador e autor Waldo Vieira. Lançou em 2005 seu primeiro livro, Qualificações da Consciência, além de já ter publicado diversos artigos no Brasil e exterior. Em 2013 publicou seu segundo livro, Qualificação Autoral. Atualmente se dedica às pesquisas da consciência na Cognópolis, integra a equipe de escritores da Revista Scriptor (especializada em conscienciografia) e ministra cursos sobre escrita pela Uniescon – União Internacional de Escritores da Conscienciologia, da qual também é autor-fundador. Contato: julioalmeid@yahoo.com

 

Sobre os livros:

– Qualificações da Consciência

Sob a ótica da Conscienciologia, Julio Almeida nos leva à profunda reflexão sobre como compreender, alcançar e ampliar a qualidade consciencial, muito além da qualidade de vida ou bem-estar intrafísico.

A cada página encontram-se informações úteis aos interessados na autopesquisa e no autoconhecimento mais amplo. Extrapolando o materialismo dos conceitos convencionais sobre qualidade, esta obra enfatiza a consciência e seus atributos, analisados integralmente dentro da realidade evolutiva.

Através de uma visão panorâmica sobre diversas esferas da vida humana, este livro abrange desde o humorismo e o aproveitamento das oportunidades evolutivas até as práticas assistenciais e o exemplarismo pessoal.

Embasado nas relações entre conteúdo e forma das manifestações da consciência, o autor indica os procedimentos necessários à aquisição de valores nobres, capazes de qualificar atos e dinamizar a maturidade consciencial.

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– Qualificação Autoral – Aprofundamentos na Escrita Conscienciológica

Desde os primórdios da História, a civilização humana experimenta diferentes meios de comunicação e através deles expressa uma infinidade complexa de informações, necessidades, ideias e anseios.

Com o passar do tempo, a consciência evolui e, quanto mais lúcida se torna, melhor discerne os conteúdos e formas da própria expressividade, objetivando a interassistência.

Atualmente, devido aos avanços tecnológicos e as facilidades da Internet, as produções textuais se multiplicam vertiginosamente. No entanto, o que varia ao infinito e precisa ser enfatizado é a qualidade evolutiva de cada obra, independente de sua abrangência ou gênero.

No sentido mais amplo, a qualificação autoral representa o amadurecimento de cada consciência na própria manifestação comunicativa, seguindo patamares adiante no intuito de tornar as autorias pessoais mais eficazes para a transmissão dos melhores conteúdos da autopensenidade.

Exatamente nesse contexto das relações entre a consciência e a escrita, de acordo com os princípios avançados da Conscienciologia, esta obra traz importantes reflexões sobre o aperfeiçoamento da qualidade evolutiva do autorado pessoal, tornando-o indispensável para quem se dedica à escrita ou pretende ingressar neste universo repleto de possibilidades interassistenciais.

 

 

Entrevista:

1. Como acessou as ideias da Conscienciologia? Em que época foi e de que forma?

Julio Almeida: Conheci a Conscienciologia em 1998, através de um amigo chamado Diego Coelho. Na época frequentávamos um centro espírita, mas depois de um tempo o Diego parou de ir. Ao indagá-lo sobre o motivo do seu afastamento, me contou que havia conhecido o IIPC onde estava fazendo cursos, era voluntário e participava do Grinvex – Grupo de Inversores Existenciais. Explicou que estava estudando as experiências fora do corpo e a mobilização das bioenergias, mas só me interessei efetivamente quando ele me apresentou o livro 700 Experimentos da Conscienciologia, do prof. Waldo Vieira. Na hora pensei: – “Era isso que eu procurava!”

2. E o voluntariado Conscienciológico, pode falar um pouco sobre esta trajetória? Atualmente é voluntário em qual Instituição Conscienciocêntrica – IC e área de atuação?

Julio Almeida: Passei 1 ano assistindo apenas palestras e só no ano seguinte comecei a fazer os cursos. Logo ingressei no Grinvex e posteriormente me tornei voluntário do IIPC – Porto Alegre, onde atuei em diferentes setores, mas principalmente na Comunicação e na Biblioteca. Depois que mudei para Foz em 2002, passei a voluntariar no CEAEC e em outras ICs, como na Editares (Editora da Conscienciologia), OIC (Organização Internacional de Consciencioterapia), UNICIN (União das Instituições Conscienciocêntricas Internacionais) e, atualmente, UNIESCON (União Internacional de Escritores da Conscienciologia).

3. Como foi seu desenvolvimento na docência da Conscienciologia?

Julio Almeida: Minha formação docente foi desenvolvida a partir das Oficinas do Holociclo (CEAEC). Em seguida ministrei diversas aulas no curso Formação de Autores, geralmente ao lado de professores veteranos. Mas foi na UNIESCON e na Socin que pude exercer a docência de maneira mais contínua e autônoma, inclusive itinerando.

Logo Comunicons 221-0014. O que você já produziu em termos de Escrita Conscienciológica?

Julio Almeida: Comecei publicando vários artigos no Journal of Conscientiology e Revista Conscientia. Estes trabalhos me deram a base para compor o primeiro livro, Qualificações da Consciência, publicado no final de 2004, quando eu tinha 26 anos de idade. Nessa fase minha atuação na CCCI já estava bastante envolvida com a escrita, inclusive contribuindo na produção dos livros Homo Sapiens Reurbanisatus e Homo Sapiens Pacificus, do prof. Waldo Vieira, o que me possibilitou acumular aprendizagens e experiências para escrever o segundo livro, Qualificação Autoral, publicado no final do ano passado. Além disso, tenho publicado artigos na Revista Scriptor.

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5. Como surgiu a ideia de escrever o livro “Qualificações da Consciência?

Julio Almeida: Nunca pensei em escrever livros, até porque eu era muito ligado às artes (desenho e pintura). Porém, sempre fui fascinado pela mente humana, o comportamento, a transcendência, o sentido da vida e os princípios morais para viver. Na adolescência eu tinha um caderninho para registrar meus pensamentos e vivências, mas depois do contato com a Conscienciologia, os livros do prof. Waldo passaram a exercer uma forte influência sobre minha motivação para escrever de maneira mais assistencial.

6. Poderia falar sobre como foi o processo de escrevê-lo?

Julio Almeida: Após publicar alguns artigos, quando ainda morava em Porto Alegre, tive uma projeção na qual uma consciex me disse: – “Você já está preparado para escrever um livro.” Então mudei para Foz já com a ideia fixa de escrevê-lo e procurei o prof. Waldo para me orientar. Nesse período aproveitei bastante os cursos e laboratórios do CEAEC para ampliar minha produtividade, além de ler muito. Aliás, o curso que mais me inspirou foi o Heterocrítica de Obra Útil. Em 2 anos consegui concluir o livro, conforme tínhamos planejado, e publicá-lo com o apoio decisivo do professor Waldson Dias, na época coordenador da Editares.

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Lançamento do livro “Qualificação Autoral”, no Tertuliarium

 

7. No ano passado foi publicado seu segundo livro, “Qualificação Autoral”. A quem se destina e qual o foco do livro? O que o leitor encontra neste livro que pode ajudá-lo a otimizar seu estilo e rotinas voltadas à escrita?

Julio Almeida: Destina-se a quem pretende elevar a qualidade assistencial da própria autoexpressão escrita. A rigor, o público alvo é a CCCI, mas qualquer pessoa pode tirar proveito. O leitor vai encontrar argumentos que indicam a importância da gescon e como ela pode ser produzida com mais qualidade, especialmente em termos de conteúdo. Procurei expor minhas principais aprendizagens obtidas durante a última década de dedicação à escrita conscienciológica. Fundamentei a obra em minhas experiências pessoais, nos métodos de pesquisa e escrita que aprendi com o prof. Waldo e nos intercâmbios de técnicas com outros autores. O livro não trata de gramática e ortografia, e sim das relações entre a consciência e a escrita. Falo de motivação, ansiedade, priorização, autorganização, criatividade, pesquisa, estilística, leitura, heterocrítica, interassistência, entre outros temas aplicados à escrita. O livro procura estimular as reflexões do leitor e, embora a ênfase não seja nas técnicas, está repleto de orientações para a produção do esclarecimento objetivando ajudar a evolução das consciências. É praticamente um manual para quem quer escrever um livro no paradigma consciencial.

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8. A escrita faz parte da sua rotina e você demonstra gosto e facilidade para esta área. O que recomenda aos aspirantes a escritores, para que consigam ‘colocarem suas ideias no papel’?

Julio Almeida: Recomendo escrever um pouco todos os dias, adquirindo o hábito de anotar aqueles pensamentos que se sobressaem, que são importantes não serem esquecidos, por mais simples ou curtos que sejam. Sabe aqueles insights do cotidiano, quando a “ficha cai” sobre algum aspecto do auto ou heteroconhecimento? Exatamente isso que procuro anotar. Passamos 24 horas por dia com nossos pensenes, que é um universo infinito de pesquisa disponível, o tempo todo, gratuitamente. Na verdade o preço para isso é a coragem para as autorreflexões aprofundadas, quando somos incansáveis na tentativa de desvendar os gorgomilos da nossa pensenidade com a intenção de melhorá-la. As vivências de autossuperação e recins são fontes valiosas de ideias esclarecedoras, verpons ou ortopensenes. No primeiro momento do registro escrito, a forma (estética do texto) não importa, o prioritário é não desperdiçar as próprias conclusões evolutivas. É imprescindível o acúmulo ao longo do tempo dessas anotações, sejam estimuladas por autopesquisas, leituras, debates, cursos, observações ou experiências pessoais. Esse acervo de ideias será matéria-prima para qualquer texto que a pessoa vier a produzir sobre Conscienciologia. Logo Comunicons 22-001

9. Recentemente você esteve na Bienal do Livro em SP, onde pôde interagir diretamente com os leitores e divulgar ainda mais seus livros. Como foi a experiência? O que mais lhe chamou atenção?

Julio Almeida: Fiquei muito contente em participar da Bienal, sobretudo pela interação com os voluntários de SP e com o público que transitava no local. Não foi difícil perceber que o ambiente do estande Editares/IIPC estava muito positivo em meio a milhares de pessoas.

10. Na ocasião, você ministrou um curso-livro no IIPC São Paulo. Como foi esta atividade?

Julio Almeida: Foi uma experiência muito gratificante, a turma era ótima, com um padrão bem acolhedor. Não vimos o tempo passar e o holopensene no Pesquisarium estava bem mentalsomático, tornando o curso rico em autorreflexões e trocas de experiências. Tenho certeza que desta turma sairão importantes gescons em futuro próximo.

11. Pretende itinerar em outras cidades pelo Brasil?

Julio Almeida: Sim, nesse momento estou com uma boa disponibilidade para itinerar, mas isso não depende só de mim, é preciso uma parceria entre as ICs para viabilizar todo o processo. A Instituição que tiver interesse no curso do livro pode entrar em contato diretamente com a Editares, terei a maior satisfação em compartilhar minha visão sobre a escrita conscienciológica.

12. Qual sua compreensão da assistência realizada através de um livro voltado à tarefa do esclarecimento e da importância de escrever livros?

Julio Almeida: Penso que a gescon pode ser considerada uma locomotiva da autoproéxis, um carro-chefe que puxa diversas outras realizações pessoais de assistência. Além disso, a gescon escrita tem uma função evolutiva bidirecional, ou seja, ela ajuda o autor e os leitores: a gente procura descobrir, registrar e fixar aqueles ortopensenes que nos ajudam a ampliar o autodiscernimento e, posteriormente, os compartilhamos com as outras consciências, ajudando-as também. A escrita assistencial (tares) ajuda o autor a desenvolver, por exemplo, a intelectualidade, a profundidade das autorreflexões, o pensamento crítico e o parapsiquismo. A escrita do livro esclarecedor e cosmoético eleva a condição proexológica do autor para um patamar de assistência possivelmente nunca experimentado em vidas anteriores. A gescon tem um grande poder assistencial, é uma extensão da sua autoconsciencialidade e uma doação para o Cosmos. Fica para as gerações posteriores, inclusive possibilitando o autorrevezamento. É uma assinatura ortopensênica indelével.

13. E os planos para o próximo livro? Já está em fase de escrita?

Julio Almeida: Tenho o objetivo de escrever um livro específico sobre assistência, que se chamará Qualificação Assistencial. Pretendo concluí-lo no máximo em 4 anos.

 14. Algo mais que não tenha sido abordado anteriormente e gostaria de falar?

Julio Almeida: O hábito de ler sobre o que nos ajuda a evoluir, racionalmente, e de escrever sobre as lições que gostaríamos de sempre lembrar são, em minha opinião, os maiores prazeres intelectuais da vida, e isso é coroado com a experiência de compartilhar o melhor do que já aprendemos. Nesse sentido, quando estamos com a cabeça razoavelmente “livre, leve e solta”, desintoxicada para pensenizar na consciência, então os amparadores encontram terreno fértil para inspirar. Assim, quem escreve uma frase a cada manhã, acaba escrevendo mais até o final do dia. Pouco adianta fazer o contrário, pensar no elétron durante 23 horas do dia e deixar a consciência somente para a última hora. Além disso, é bom lembrar que escrever um livro demora algum tempo, principalmente se for o primeiro. Por isso, obviamente, quanto antes a pessoa começar, melhor. É um trabalho gradativo, feito aos poucos. Postergar o início significa distanciar-se ainda mais do completismo da obra. Obrigado pela oportunidade e parabéns a toda equipe que produziu e mantém o portal da Conscienciologia!

Equipe da Editares e o autor, Julio Almeida

Equipe da Editares e o autor, Julio Almeida

 

* Entrevista cedida à Eliane de Pinho, via e-mail, no período de 26 a 31 de agosto de 2014, para o Portal da Conscienciologia.

Para adquirir os livros da Editares: www.iipc.org – livraria virtual e www.shopcons.com.br e para conhecer e baixar o catálogo completo da Editares www.editares.org

 


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