9 de outubro de 2014

Entrevista com a professora Dulce Daou, autora do livro Vontade: Consciência Inteira

Entrevista com Dulce Daou, autora do livro Vontade: Consciência Inteira


Editor: Alexandre Pereira

O livro foi publicado este ano pela Editares, a editora da Conscienciologia.

Vontade

Vontade: Consciência Inteira oferece uma análise conscienciológica detalhada do megaatributo da vontade enquanto instrumento evolutivo.

Desde conceituações básicas a técnicas para a qualificação da autovolição, esta obra analisa, entre outros temas: as definições relativas à vontade; a natureza da vontade; as sínteses históricas; as relações com os veículos de manifestação da consciência; a interdependência da vontade; os atributos conscienciais evolutivos interrelacionados; as voliciopatias; os atos voluntários, reações e consequências grupocármicas; a qualificação da intencionalidade; a vontade e o ritmo evolutivo; o teste volitivo; a reeducação da vontade; a vontade norteando a evolução.

A reurbanização planetária, neste início do Século XXI, acentua a necessidade da convivialidade lúcida junto às manifestações voliciopáticas das consciências a serem assistidas.

Com esse trabalho, a autora contribui para a conscientização do leitor quanto à responsabilidade pessoal na autoqualificação da vontade, em especial, para o cumprimento dos paradeveres assistenciais.

A vontade é a capacidade ou a faculdade de a consciência dirigir os pensamentos, sentimentos e energias pessoais eempreenderação sobre as energias disponíveis no Cosmos, promovendo e/ou modificando conhecimentos, comportamentos, decisões, atitudes, realidades e pararrealidades.

Considerando-se as duas abordagens clássicas da vontade, a liberdade de escolha entre objetos ou objetivos (liberum arbitrium) e o atributo da autdeterminação à ação de modo espontâneo, compreende-se ser a vontade, aliada ao autodiscernimento, megaatributo consciencial mobilizador da evolução.

Sobre a autora

Dulce DaouDulce Daou é graduada em Arquitetura e Urbanismo e especialista em Administração. Nasceu em Manaus, AM, onde residiu até a adolescência, quando foi estudar no Rio de Janeiro, RJ. Trabalhou em Arquitetura, em gerenciamento de projetos e Administração. É pesquisadora da Conscienciologia desde 1994 e professora desde 1999. Atua no voluntariado em Instituições Conscienciocêntricas desde 1995. Colaborou no IIPC, nas equipes técnicas do Holociclo (CEAEC), na coordenação do Conselho Editorial da EDITARES, na fundação e estruturação da UNICIN e da UNIESCON. Atualmente é coordenadora da ENCYCLOSSAPIENS, instituição dedicada à pesquisa, estudo, ensino, produção e divulgação dos verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia.

É tenepessista, desde 2000, epicon, desde abril de 2014, autora dos livros Autoconsciência e Multidimensionalidade (2005) e Vontade: Consciência Inteira (2014). Publicou diversos artigos técnicos e verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia.

Entrevista

Poderia nos contar como chegou à Conscienciologia? Como foi sua mudança para Foz do Iguaçu?

Dulce Daou: Cheguei à Conscienciologia a partir da leitura de reportagem sobre o paradigma consciencial, na Revista Planeta, em 2004. Comprei a revista em uma banca de jornal, a poucos metros da então sede do IIPC, na Glória, Rio de Janeiro. Fui atraída pela capa, a ilustração de um “anjo da guarda”. O impacto das neoideias ali contidas foi muito forte e imediato. Procurei o IIPC e iniciei em seguida os cursos disponíveis. Sou da geração do lançamento do 700 Experimentos da Conscienciologia.

Decidi me mudar para Foz do Iguaçu em 2004, mas antes disso, vinha ao CEAEC a cada dois meses e fazia imersão no Holociclo. Mantinha também algum tipo de voluntariado a distância, fazia pesquisas para os tratados, em andamento, do professor Waldo Vieira. Penso que o auto-desassédio promovido pelo processo de pesquisa e escrita conscienciológicas e particularmente a publicação do meu primeiro livro, Autoconsciência e Multidimensionalidade (2002–2004) me possibilitaram vir para Foz.

Atualmente você coordena as atividades da IC ENCYCLOSSAPIENS. Como é esta atividade e a importância da escrita de Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia?

Dulce Daou: Atualmente coordeno a ENCYCLOSSAPIENS junto com a Rosa Nader. A ideia maxifraterna do professor Waldo Vieira, propositor e organizador da Enciclopédia da Conscienciologia, ao fazer o convite aos conscienciólogos em geral e a proposta dos 500 neoverbetógrafos para integrar a megagescon grupal da CCCI compõem o cenário do nosso trabalho cotidiano na IC. É algo “puxado”, não é fácil manter o ritmo estabelecido. Temos o desafio e a responsabilidade de disponibilizar um verbete / dia para a Enciclopédia da Conscienciologia. Esta atividade precisa fazer a convergência da diversidade dos pesquisadores da CCCI e o respectivo momento evolutivo de cada neoverbetógrafo, mantendo a coerência interna da obra, o confor (conteúdo e forma) e o padrão de qualidade semeado pelo autor principal da Enciclopédia.

Dulce

Dulce Daou com o professor Waldo Vieira no hall do Tertuliarium

E sobre a experiência de voluntariar tão perto do professor Waldo Vieira, propositor das ciências Projeciologia e Conscienciologia, poderia compartilhar conosco o que tem aprendido neste período?

Dulce Daou: Tive a oportunidade e trabalhar no escritório do professor Waldo desde o Rio de Janeiro, nos trabalhos iniciais da Enciclopédia. Trabalhar no Holociclo, usufruir do holopensene de desassédio mentalsomático do ambiente, do auxílio dos amparadores e a oportunidade de voluntariar diretamente com o professor Waldo valeu bem mais do que qualquer outro curso formal feito por mim. Pude aproveitar das lições teáticas e fraternas de um pesquisador multidimensional veterano, generosamente dividindo o seu escritório e pacientemente ensinando técnicas acumuladas durante vidas, para pesquisadores jejunos. No meu caso, me chamou atenção a paciência, o respeito e a liberdade proporcionada por ele no decorrer dos trabalhos.

Seu primeiro livro, Autoconsciência e Multidimensionalidade, um dos focos é a questão da percepção das múltiplas dimensões, bem como desenvolver a lucidez em cada uma delas. Poderia falar sobre a experiência de lançar este livro e o que significou em sua caminhada como escritora e pesquisadora da Conscienciologia?

Dulce Daou: Esse livro foi um “divisor de águas” e isso devo muito ao amparo de função recebido e às autovivências extremamente significativas. Houve uma espécie de mudança de patamar existencial e de companhias extrafísicas, possibilitando posicionamento pessoal mais decidido e cosmoético perante os paradeveres de intermissivista. É claro, escrevi o Autoconsciência e Multidimensionalidade para mim mesma, em primeiro lugar. Na próxima ressoma, espero não passar tantos anos para ter autoconsciência sobre a realidade multidimensional. Desejo também poder ajudar muitas pessoas materialistas ou “buscadoras-borboletas” a acordarem para esse tipo de vivência. Penso que o valor evolutivo do código de barras da obra conscienciológica depende das recins autorais e da assistência promovida. De todo modo, a conscienciografia vinca, de modo indelével, a ficha evolutiva do autor.

Recentemente você lançou seu segundo livro, Vontade: Consciência Inteira, pela Editares. O que motivou escrever sobre esta temática? Qual tem sido a repercussão por parte dos seus leitores, nesse primeiro momento?

Dulce Daou: Tive a ideia de escrever sobre a vontade durante a escrita do primeiro livro e a confirmação dessa “necessidade autoral”, no próprio Holociclo. Minha principal motivação, descoberta ao longo da pesquisa e escrita, é mesmo a certeza íntima da importância da vontade para a evolução, em especial nosso compromisso intermissivista interassistencial nessa Era das Reurbexes. Junto a isso, o fato de me sentir ainda jejuna no domínio desse atributo e, ao mesmo tempo, a constatação de algumas vivências autopersuasivas quanto às possibilidades latentes pessoais volitivas.

Recebi alguns retornos bem positivos sobre o livro, no sentido de promover reflexão e instigar o leitor a práticas voliciogênicas, até mesmo relativas à escrita conscienciológica.

Neste livro, o tema da vontade é abordado a partir de vários aspectos. Por que a vontade é considerada um megaatributo propulsor da evolução?

Dulce Daou: A vontade é megaatributo promotor da evolução porque é a partir dela que ocorre a mobilização lúcida e o domínio das energias conscienciais, impondo a cadência evolutiva própria de cada consciência, configurando-se, portanto enorme poder consciencial.

A vontade está relacionada com o desejo, querer e motivação? De que forma?

Dulce Daou: A volição ocorre sempre a partir de alguma motivação. As emoções em geral são os maiores mobilizadores humanos, por exemplo, as aspirações ou desejos miméticos, caprichos e sonhos de consumo já dispensáveis.

Chamamos atenção para a importância de nos mobilizarmos para objetivos cosmoéticos, evolutivos. A conscientização quanto à automobilidade evolutiva, ou seja, a motivação pessoal evolutiva, atua na qualificação dos desejos humanos. Isso exige o autodiscernimento, o emprego predominante do mentalsoma.

Muitas vezes, as pessoas definem objetivos elevados, estabelecem metas e não conseguem coloca-las em prática. Falta a vontade suficiente? Como manter o foco e a vontade necessária para chegarmos ao completismo existencial?

Dulce Daou: A maioria dos pré-serenões têm problemas com a vontade. A reeducação da vontade exige o uso de técnicas e esforço pessoal. Impõe a postura de autoincorruptibilidade diante das constatações e insatisfações pessoais.

A Conscienciologia oferece vários instrumentos, a exemplo da técnica da compensação intraconsciencial, proposta pelo professor Waldo Vieira, na Enciclopédia da Conscienciologia. No caso, a pessoa usa algum trafor mais evoluído para compensar um ou mais trafares a serem superados. No livro, proponho algumas técnicas voliciogênicas para ajudar os interessados a vencerem os desafios da vontade. Desenvolvi também algumas perguntas sobre a autolucidez volitiva, para o autodiagnóstico da vontade pessoal.

Há pessoas mais automotivadas e outras, que apresentam patologias na própria vontade. Como identificar o lado mais patológico e motivar-se para desenvolver então a vontade? O que estaria no cerne dos problemas relacionados à vontade?

Dulce Daou: No livro, desenvolvo a ideia dos atributos voliciogênicos, ou seja, aqueles que compõem ou contribuem para a volição. É muito importante a pessoa fazer uma autanálise minuciosa para identificar quais os atributos a serem desenvolvidos para ajudar a superação das manifestações voliciopáticas. A decisão, por exemplo, permeia todo o processo volitivo. Esse seria um problema guarda-chuva das voliciopatias. A complexa superação das patologias da vontade depende apenas da própria consciência. Por ser algo intransmissível, esse seria o maior paradoxo e o cerne do problema em si.

Em termos interassistenciais, em sua percepção, o que significa a pessoa passar a agir desenvolvendo a própria vontade? O que muda na vida da pessoa?

Dulce Daou: Em primeiro lugar, estar atento ao trabalho com as próprias energias conscienciais, não importa em qual nível a pessoa se encontre. Isso refina a autopensenidade e a pessoa tende a viver mais atilada para agir de acordo com o que é evolutivamente prioritário. Melhora a autoconfiança e a lucidez pessoal sobre o próprio papel social multidimensional, consequentemente, aumentando a autodisponibilidade interassistencial e a confiança dos amparadores extrafísicos. Importa igualmente, potencializar a vontade para demover o megatrafar pessoal, um desafio qualificador da interassistência.

Você tem planos de itinerar, promovendo o lançamento desse livro em outras cidades? Já tem curso sobre o tema da Vontade?

Dulce Daou: Tenho planos e curso sim. Fiz o lançamento em Manaus, com a ajuda da equipe do IIPC, foi uma experiência muito rica e produtiva. Vou à Bienal do Livro em São Paulo, em agosto. Pretendo fazer outras itinerâncias até o final do ano, vamos ver as demandas, sincronicidades e prioridades assistenciais.

Além desses dois livros, você é autora de vários Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia. Poderia falar sobre seu hábito de leitura e escrita? O que considera que pode ajudar as pessoas que têm boas ideias e experiências de vida, mas ainda não colocaram no papel, transformando-as em gescons?

Dulce Daou: Costumo escrever alguma coisa sempre que sobra tempo na minha agenda prioritária da ENCYCLOSSAPIENS. Busco alimentar esse holopensene, desde que escrevi o meu primeiro livro. Separo em geral o domingo para pesquisar ou escrever. Para quem ainda não tem o hábito da escrita, o mais importante é a pessoa tomar a decisão de escrever algo esclarecedor. Se ela tem algum travão, emocional ou técnico, a UNIESCON e a ENCYCLOSSAPIENS, por exemplo, oferecem atividades especializadas. Iniciar com a escrita de um artigo ou verbete é bastante motivador, temos vários casos de sucesso. É importante a pessoa valorizar o diferencial de intermissivista, estudante da Conscienciologia, dentro das suas possibilidades e singularidades interassistenciais. Isso aliado à experiência pessoal de cada um já é excelente motivo para escrever, por mais singelo que determinado assunto aparente ser. Precisamos honrar a condição de intermissivistas, deixando nosso legado pessoal gesconológico, enquanto gota tarística em prol da reurbex.

* Por Eliane de Pinho. Entrevista cedida via e-mail, no período de 14 a 18 de julho de 2014, para o Portal da Conscienciologia.


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