9 de outubro de 2014

Entrevista com a pesquisadora Ana Seno, autora do livro Comunicação Evolutiva

Livro foi publicado pela Editares, a editora da Conscienciologia


Editor: Eliane de Pinho

Livro foi publicado pela Editares, a editora da Conscienciologia

Ana Seno

Sobre a autora:

Ana Seno é graduada em Letras (Português, Espanhol e Francês) e licenciada em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), pós-graduada em Administração-Controladoria e Mestre em Linguística, pela Uni­versidade Federal do Espírito Santo (UFES). É professora de Português e tradutora de Espanhol. Conheceu a Conscienciologia em 1995 e atualmente é pesquisadora dos Colégios Invisíveis da Cosmoeticologia e da Parapoliticologia, docente e autora de vários artigos científicos, vem colaborando especialmente nas áreas técnico-científica e de pesquisa. Reside em Vila Velha, ES, Brasil, onde é voluntária da Associação Internacional para a Evolução da Consciência – ARACÊ, sendo na atualidade uma das coordenadoras do Núcleo Técnico-científico.

Comunicação Evolutiva

Sobre o livro:

As abordagens diversificadas sobre a comunicação interconsciencial desta obra ultrapassam as temáticas da comunicação humana na análise das formas e aspectos influentes nas interações conscienciais pelo paradigma consciencial, proposto pela neociência Conscienciologia. Partindo dos resultados de sua própria auto pesquisa, a autora coloca-se enquanto objeto de investigação para expandir o tema de modo interdisciplinar, dialogando com a Etologia, Psicologia Social, Linguística e Ciências Sociais, propondo o neoconceito comunicação evolutiva, fundado nos 6 saberes comunicativos: saber ouvir, saber falar, saber ler, saber escrever, saber traduzir e saber pensenizar. A obra contribui decisivamente a todos os interessados na evolução do atributo da comunicabilidade, ao conduzir o leitor a reflexões sobre os modos de autoexpressão verbal, não verbal, escrita, energética e parapsíquica nas interações conscienciais.

 

A Entrevista:

1. Como surgiu seu interesse em estudar a temática da Comunicação?

Ana Seno: Surgiu de uma necessidade pessoal associada a alguns traços anticomunicativos identificados a partir dos estudos da Conscienciologia. Desde a infância sempre gostei de ler e escrever, mas pouco me desenvolvia na capacidade de falar, pois fui muito tímida e reservada, tinha pouquíssimos amigos, principalmente na adolescência. Um fato que me ajudou muito foi o hábito da escrita de Diário pessoal, desde os 13 anos de idade. Ali narrava todos os principais acontecimentos que me ocorriam. Costumava dizer que o diário era meu grande companheiro de todas as horas, pois estava ali disponível para me “ouvir” e “conversar” comigo. A interlocução comigo mesma, através da escrita do diário, me favoreceu o desenvolvimento da comunicação grafopensênica, trafor – traço-força, que me auxiliou nessa minha primeira gescon – gestação consciencial. Passar a conhecer melhor essa ferramenta tão importante, o saber escrever, para todos nós, especialmente os pesquisadores da Conscienciologia. Além disso, escolhi fazer a faculdade de Letras, fui aprender três línguas: Espanhol, Francês e Português e mais recentemente concluí o mestrado em Linguística. De modo que meu universo de interesses está relacionado às línguas, às linguagens e à comunicação interconsciencial. Estou convicta de que não existe evolução da consciência sem as interações conscienciais e sem a intercomunicação.

2. Você conheceu as ideias da Conscienciologia em 1995. Em que contexto isto aconteceu? Poderia nos contar sobre como é o seu voluntariado na ARACÊ?

Ana Seno: Conheci a Conscienciologia em 1995 e na época meu marido e atual companheiro de dupla evolutiva, Marcelo Rouanet, ganhou de uma amiga médica dele a inscrição para o curso de Tenepes que ia ser dado pelo prof. Waldo Vieira, em Alphaville, próximo à capital paulista. Então, Marcelo me convidou para eu ir junto com ele fazer o curso. Nesse evento, houve também o lançamento do livro Manual da Tenepes. Não conhecia o Waldo e nem sabia do que se tratava o curso, mas fiquei impressionada com a força presencial do prof. Waldo. Sua inteligência e abrangência dos assuntos comentados impactaram-me positivamente. Percebi a capacidade de crítica, lucidez e discernimento sobre a análise da evolução humana e do nível de maturidade das consciências em geral, tão necessitadas de assistência pelo esclarecimento. Sem dúvida, ele desempenhou, para mim, o papel de senha das ideias do intermissivo e, a partir desse evento, matriculei-me nos cursos oferecidos pelo IIPC na época, sobre Projeciologia, que se chamavam P1, P2, P3 e P4. Desde então não parei mais de estudar a Conscienciologia. Em 2000, fui colaboradora na Revista Recéxis, produzida por voluntários do IIPC-São Paulo, onde contribui escrevendo alguns artigos. Mas, iniciei o voluntariado de fato em fevereiro de 2002, na ARACÊ – Associação Internacional para a Evolução da Consciência, em São Paulo, onde participei no apoio à equipe docente itinerante e no telemarketing, chamando os alunos para as próximas aulas, entre outras tarefas. Em 2008, já aposentada, mudei-me para Vila Velha, no Espírito Santo, e passei a voluntariar no Campus ARACÊ, no Núcleo Técnico-científico. No momento, estou como uma das coordenadoras desse Núcleo (período 2014-2015). Aprendi muito com o cotidiano do voluntariado e da docência conscienciológica que iniciei em 2005. A convivência em grupo, sem dúvida, oferece muitos aprendizados e alavanca as reciclagens a serem feitas em função dos desafios e conflitos inevitáveis que surgem quando se atua em grupo, qualquer que seja ele, especialmente o voluntariado conscienciológico.

3. A Comunicação é um dos três atributos evolutivos, junto com o Parapsiquismo e a Intelectualidade, formando o conceito da Tridotação Consciencial. Na sua visão, como a Comunicação pode impulsionar o processo evolutivo e a interassistencialidade?

Ana Seno: Essa tríade de conhecimentos é de vital importância para a manifestação da consciência na dimensão intrafísica. Se somos seres energéticos, necessitamos desenvolver nosso parapsiquismo, dominar as energias. A intelectualidade representa o nosso acervo cultural pessoal, a cognição, o conjunto de conhecimentos e ideias que acumulamos nas várias vidas, compondo os conteúdos de nossos pensenes. Esses dois atributos, parapsiquismo e intelectualidade, só vão ser de fato úteis se soubermos transmitir esses conhecimentos. Daí a importância e relevância da comunicação, pois é através da comunicação que a consciência se manifesta de modo integral expressando seus pensenes – pensamento, sentimentos e energias. A manifestação consciencial se dá pela comunicação verbal e escrita, as mais conhecidas. Mas há também a comunicação parapsíquica, realizada por meio das energias e captada pelas parapercepções. É nessa modalidade que entra a questão da interassistencialidade, pois a troca de energias, de ideias, de pensamentos e de sentimentos produzem efeitos entre as consciências e a qualidade dessas interações e trocas é que vai nortear a capacidade de assistir e esclarecer as diversas consciências com as quais entramos em contato. Há uma relação estreita entre a boa comunicação e a assistência, no meu ponto de vista. Comunicar-se é um ato assistencial quando você está hígido na sua intenção de querer ajudar o outro.

4. Em novembro de 2013 foi lançado o seu livro “Comunicação Evolutiva nas Interações Conscienciais”. Como foi o processo de escrita?

Ana Seno: Iniciei as primeiras anotações pessoais em 2003 e fui acumulando vivências e aprendizados, incluindo as diversas leituras de livros que fazia. A ideia embrionária surgiu dentro do meu primeiro experimento no Laboratório Serenarium, em abril de 2007, quando saí de lá com praticamente um artigo sobre o tema autismo consciencial. A partir dessa ideia inicial aprofundei minha autopesquisa e observei a importância de estudar essa condição pessoal em que me encontrava, de fechadismo consciencial. Então, no final de 2008, decidi-me pela escrita do livro, que escrevi ao longo de 2 anos e depois mais 3 anos de revisões e preparo da edição e publicação. Foi um período muito rico e de mergulho em mim mesma, no qual pude aprender com as minhas dificuldades de comunicação interconsciencial, seja na família, no social e especialmente no voluntariado. Comecei a fazer de cada dificuldade pessoal e de cada trafar – traço-fardo, uma alavanca para impulsionar as recins – reciclagens intraconscienciais e mudanças necessárias de comportamento e atitude, utilizando meus trafores e aprendendo a compreender os sentimentos que envolviam cada conflito interacional. Fui buscar ajuda, como por exemplo fazer Consciencioterapia e Psicoterapia, para acelerar a mudança e saída do fechadismo para o abertismo consciencial, deixando para trás o passado e me reconciliando comigo mesma e com aquelas consciências com as quais tinha mais dificuldade de relacionamento. A superação de alguns travões evolutivos pessoais culminou na gescon e publicação do livro, repercutindo profundamente na minha vida e na qualidade interassistencial que pude alcançar, descobrindo que a comunicação representa uma ferramenta importante na realização de minha proéxis – programação existencial.

5. Dentre suas pesquisas sobre esta área, quais os principais problemas que observa no mundo atual, relacionados à comunicação interpessoal?

Ana Seno: Destaco alguns problemas de comunicação no mundo atual. O primeiro deles é a incapacidade de saber ouvir: em geral, as pessoas não têm paciência de escutar o outro, de entender o ponto de vista que está sendo manifestado pelo interlocutor, buscando compreender a ideia e o sentimento envolvido naquela conversa. Isso dificulta a intercompreensão e diminui a interconfiança, pois as pessoas que não sabem ouvir demonstram caráter egocêntrico, uma maneira egoica de ver o mundo e os acontecimentos a partir do próprio umbigo. Escrevi sobre isso buscando esmiuçar esses entraves comunicativos equilibrando o saber ouvir com o saber falar, com qualidade e produzindo resultados evolutivos para ambos interlocutores. O segundo problema que vejo é o da dispersão comunicativa, ou seja, estamos expostos a uma diversidade de estímulos comunicativos: mídias de diversas naturezas, escritas, faladas, virtuais; os aparelhos tecnológicos que facilitam a comunicação: celulares, internet, web, emails, chats, as redes virtuais, tais como o facebook, são alguns exemplos que mantêm todos interconectados, porém, de modo virtual e não presencial, surgindo gerações de adolescentes que não se conhecem a si mesmos, por estarem voltados somente ao mundo externo e virtual, sem o contato físico e presencial que é tão importante para nossas trocas energéticas e na interação face a face. Sem dúvida, essa ausência de comunicação mais profunda e, digamos assim, mais intimista, gera insatisfações, autoconflitos, frustrações e, o pior, patologias sociais, pelo fato de não se expressarem em sua plenitude e liberdade.

“As pessoas que não sabem ouvir demonstram caráter egocêntrico,

uma maneira egoica de ver o mundo e os acontecimentos

a partir do próprio umbigo”

Ana Seno

6. Ao discorrer sobre os saberes comunicativos, além do “saber ouvir”, “saber ler”, “saber escrever” e “saber traduzir”, você aborda também o “saber pensenizar”. Em que consiste esta habilidade e qual a importância de desenvolvê-la?

Ana Seno: Penso que dos seis saberes apresentados no livro, o saber pensenizar é o mais relevante e o que comanda todos os outros, pois esse saber se origina no mentalsoma e engloba o saber pensar. A qualidade de autoexpressão da consciência passa pela sua capacidade e modo de pensenizar, o jeito como equilibra, ou não, os seus pensamentos com seus sentimentos. O desenvolvimento da autorreflexão é fundamental para o pensenizar grande, com conteúdo, com profundidade e com maior autovisão. Não há como fazer autopesquisa sem utilizar a reflexão, o raciocínio, o discernimento, a razão, a lógica, atributos relativos ao mentalsoma. As oscilações e incompreensões que temos com relação aos nossos sentimentos só serão compreendidas e dominadas se usarmos o saber pensenizar de modo lúcido. Dedico três capítulos a esse saber para desenvolver melhor esse tema, detalhando os vários modos de geração da autopensenidade, da autorreflexão e da forma de autoexpressão desses pensenes.

7. Seus Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia, de modo geral, são voltados à linguagem e comunicabilidade, como por exemplo, “Saberes Comunicativos” e “Enunciação Pensênica”. Como você compreende a importância de estudar as estruturas de linguagem na formação do pensamento e busca de linguagens que melhor traduzam nossas intenções e permitam comunicações com menos ruídos e maior efeito assistencial?

Ana Seno: De fato, tenho uma predileção por temas afins à linguagem, às palavras, à autoexpressão, pois estes são os meios de comunicação humana mais antigos. O fato de ter feito mestrado em Linguística proporcionou aprendizado maior sobre os estudos da linguagem e as habilidades comunicativas desenvolvidas pela ciência convencional. Porém, com os estudos da Conscienciologia, observei que há muitos elementos internos e externos à consciência intervenientes no processo comunicativo. Penso que a essência da comunicação passa pela compreensão do conceito de pensene e desses três componentes indissociáveis (pensamento+sentimento+energia). Não há como separar uma ideia de uma emoção ou sentimento implicado na expressão de uma palavra, por exemplo. Se digo “eu te amo”, essa frase contem simultaneamente a ideia abstrata do amor, ou pelo menos a ideia que a pessoa entende sobre esse conceito, elaborado pelo mentalsoma, e também, o próprio sentimento em si do amor, algo também abstrato, mas percebido pelo corpo psicossoma; e ao mesmo tempo, essa ideia e esse sentimento são expressos ou manifestados pelas energias conscienciais no próprio ato de fala. Então, o saber falar essa frase sintetiza um pensene na sua forma materializada no som e signos das palavras. Caso não haja uma correspondência verdadeira e autêntica entre essa ideia e esse sentimento, as energias vão expressar essa dicotomia e o interlocutor poderá perceber a incoerência daquele ato de fala. Assim, a busca pela autenticidade comunicacional é fundamental no processo comunicativo, pois evitam ruídos, distorções cognitivas, ambiguidades e manipulações. Valorizar as habilidades comunicativas coloca o emissor em condição de produzir maior nível e qualidade de assistência, o que melhora as inter-relações e o convívio social de um modo geral.

8. Quanto às formas de comunicação, na Conscienciologia estuda-se, além da linguagem falada, escrita e gestual, também a telepática, a energética e através do conscienciês, uma linguagem mais avançada, onde a comunicação ocorre em blocos, sem a necessidade de palavras e sim, a transmissão de ideias. Na sua opinião, estamos muito longe desse formato? Qual seria a comunicação mais elegante e “econômica” que podemos conseguir na dimensão em que vivemos atualmente?

Ana Seno: Profunda sua pergunta e de difícil resposta, pois o conscienciês é a linguagem das consciexes livres, consciências mais evoluídas e sobre as quais não temos muita informação e estudos. De fato, imaginar uma comunicação sem palavras, sem signos, sem símbolos, sem sinais, como é o caso do conscienciês, nos deixa um tanto perplexos, mas podemos ao menos adentrar nesse universo pelo desenvolvimento da telepatia, condição já existente entre algumas conscins – consciências intrafísicas. Esse diálogo transmental, de consciência para consciência, sem intermediários ou sem instrumentos de apoio para essa conexão é desafio atual para nós. Porém, penso que uma pessoa comum que invista na clareza, na objetividade, na lógica e no discernimento para transmitir suas ideias e se manifestar, já otimiza uma comunicação elegante e “econômica” como você bem perguntou. Tudo o que pudermos fazer de melhoria na nossa autoexpressão será um ganho para a intercomunicação consciencial. Unir dois microuniversos conscienciais distintos necessita de manifestação competente, no caso das conscins, de uma comunicação de qualidade pautada pela aplicação máxima dos saberes comunicativos.

9. No seu livro, você salienta a relação da comunicação com a autopesquisa e as reciclagens intraconscienciais. De que forma, o estudo e aprimoramento da comunicabilidade, considerando a multidimensionalidade, as várias vidas, os vários corpos, as bioenergias, a cosmoética e outros pilares do paradigma consciencial podem colaborar na pacificação íntima e consequentemente, para a paz mundial?

Ana Seno: Pode parecer que a comunicação não tem nada a ver com a ideia da paz mundial, mas, na minha opinião, tem muita ligação. O conflito interpessoal nasce de algum tipo de “falha” de comunicação, por exemplo, visões de mundo diferentes, costumes, línguas e cultura diversas, que geram filosofias de vida e modos diferenciados de ser e de estar no mundo. Ou seja, modos diferentes de pensenizar e com níveis variados de maturidade, livres de preconceitos e estigmatizações. Essas diferenças ou diversidades, quando não compreendidas e não aceitas, provocam conflitos, ações violentas, guerras, distanciando as conscins envolvidas da vivência da paz. Penso que a paz é ação intraconsciencial, algo que você conquista primeiro dentro de você, é o que chamamos de pacificação íntima, para depois você comunicar e expressar isso aos outros à volta, pelo seu comportamento, atitude, conduta cosmoética e exemplarismo. A busca da autopacificação íntima revela o estado de autodisponibilidade pacífica, que é, aliás, título do próximo verbete da Enciclopédia da Conscienciologia que vou apresentar na tertúlia e analisado sob a perspectiva da Comunicologia, justamente para trabalhar essa relação entre a comunicação com a pacificação íntima e a paz.

10. Você tem lançado este livro em várias cidades pelo Brasil. Como tem sido esta experiência de itinerância e o contato com os leitores?

Ana Seno: Tem sido uma experiência superenriquecedora e gratificante, pois o contato com os leitores e alunos do curso-livro é extremamente produtivo e interassistencial. Há uma sinergia fantástica e os aprendizados são para todos os envolvidos. Da mesma forma que auxilio as pessoas a entenderem seu nível atual de comunicabilidade, elas também me ensinam muito com suas dúvidas, perguntas e críticas, e essas vivências são ricas. É curioso notar que os perfis de personalidade dos alunos que comparecem no curso possuem semelhanças de algum modo com as minhas próprias dificuldades enfrentadas com relação à comunicação e busca do abertismo consciencial. É como se a gente se tornasse especialista em determinado assunto dentro da Comunicologia. A itinerância tem sido uma grande escola para mim quanto ao exercício teático da comunicação evolutiva.

1

Talk Show de lançamento do Livro Comunicação Evolutiva no CEAEC, em Foz do Iguaçu (Foto: Editares)

11. Poderia compartilhar alguns hábitos de leitura e escrita?

Ana Seno: Sim, penso que cada pesquisador auto-organizado elabora sua agenda pessoal incluindo horas de leitura e de anotações pessoais. Sempre anoto as projeções conscientes que tenho, pois elas me ajudam a entender determinados contextos e fatos que me ocorrem. Organizo as leituras seja de livro ou de e-books, buscando anotar as ideias novas e importantes para fixar os conceitos. Dou preferência às leituras feitas em livro físico, pois posso grifar, rabiscar, escrever palavras sínteses e facilitar a busca posterior de determinado tópico. Saber ler implica em usar do poder de síntese e captar a essência da mensagem transmitida pelo autor. Escrever para mim passou a ser necessidade básica, o dia que não faço isso me sinto incompleta e “inchada” … (risos). É como se estivesse grávida de ideias e não deixasse “nascer” conteúdos a serem estudados, analisados e aprendidos.

12. Uma mensagem ou convite aos leitores?

Ana Seno: Recomendo aos candidatos a autor de livro que adotem o princípio de “nenhum dia sem uma linha”. Este hábito com certeza vai conduzir o pesquisador-escriba a uma gescon, mais cedo ou mais tarde, resultado tão importante para qualquer intermissivista.

*. Entrevista cedida à Eliane de Pinho, no período de 4 de agosto a 8 de agosto de 2014, para o Portal da Conscienciologia.


Veja mais Matérias

Entrevista com o autor da nova obra Antivitimização

O autor Cesar Machado fala de sua nova obra

Nova viagem internacional sobre a pesquisa da consciência

O voluntário e pesquisador Ulisses Schlosser irá para o Canadá para eventos científicos.

Entrevista com as professores João Paulo Costa e Dayane Rossa

Autores do livro Manual da Conscin-Cobaia, publicado em julho de 2014 pela Editares, a editora da Conscienciologia concedem entrevista

Produção da Graphic Novel Cons

Está em elaboração pela Confor Stúdio uma graphic novel baseada na obra Nossa Evolução

Entrevista sobre I Fórum dos Dicionaristas da CCCI

Curso visa dar alicerce teático básico para o planejamento, desenvolvimento e materialização de Gescons Dicionarísticas

II Encontro Internacional da Paz

IIPC realiza evento sobre Pacifismologia visando a construção do Pacificarium

Evento científico sobre Parapsiquismo

A coordenadora das dinâmicas fala sobre o evento da Parapercepciologia que comemora os 20 anos de CEAEC

Curso inédito sobre Parapoliticologia e Pré-intermissiologia

Curso sobre política, parapolítica, proéxis e a consciencioterapia

10 anos do Laboratório Serenarium

O laboratório Serenarium completou a marca histórica de 10 anos e recebe congratulações

Documentário conta a história de EM

Aberta a campanha para arrecadar fundos para a conclusão do documentário EM

Entrevista com o professor Cesar Machado, autor do livro Proatividade Evolutiva

O professor e autor Cesar Machado concedeu entrevista ao portal falando de seu livro

Lançamento do livro “O jardim de Alice”

A obra será lançada em comemoração ao dia da criança pela Evolucin

Entrevista com a pesquisadora Ana Seno, autora do livro Comunicação Evolutiva

Livro foi publicado pela Editares, a editora da Conscienciologia

Entrevista com a professora Dayane Rossa, autora do livro Oportunidade de Viver

Estudo sobre a existência humana e o sentido da vida.

Entrevista com a professora Dulce Daou, autora do livro Vontade: Consciência Inteira

Entrevista com Dulce Daou, autora do livro Vontade: Consciência Inteira

Entrevista com Julio Almeida

Entrevista com Julio Almeida, autor dos livros “Qualificações da Consciência” e “Qualificação Autoral”, publicados pela Editares, a editora da Conscienciologia

Livro Zéfiro

A autora, Mabel Teles, falou sobre a experiência na escrita do seu novo livro, que extrapola o conceito convencional de biografia

Itinerância na Alemanha

EDITARES e OIC participaram pela primeira vez da Feira do Livro de Frankfurt

Itinerância em Portugal

Coordenação da ASSIPI avalia possibilidade de abertura de unidade em Portugal